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Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32%

Medida terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, uma única vez, por igual período

Da redação
DA REDAÇÃO

14/07/2026 • 10:20 • Atualizado em 14/07/2026 • 14:32

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em reunião nesta terça-feira (14), uma resolução que eleva temporariamente, de 30% para 32% (E32), o percentual obrigatório da mistura de etanol anidro adicionado à gasolina

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A medida terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogação, uma única vez, por igual período.

Segundo o CNPE, a atualização do teor da mistura, prevista na Lei do Combustível do Futuro, vai fazer com que o país deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano.

Em nota, o conselho informou que a decisão considera o mercado internacional de volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis, marcado pela volatilidade no abastecimento global.

“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira", declarou o CNPE em nota.

Conforme o CNPE, a adoção da mistura foi subsidiada por estudos técnicos realizados no âmbito da implementação da Lei do Combustível do Futuro.

Os ensaios, coordenados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executados pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), avaliaram o desempenho da nova mistura em veículos leves e motocicletas representativos da frota nacional.

“No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex”, pontuou o conselho.

Etanol

O etanol anidro é um biocombustível produzido a partir de matérias primas renováveis — cana de açúcar e milho — e, por determinação legal, é misturado à gasolina antes de sua distribuição aos postos de combustíveis.

O percentual dessa mistura é definido pelo CNPE, observando critérios técnicos, regulatórios e de abastecimento.

“Paralelamente à implementação da medida, seguem em andamento, no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, estudos para avaliação de misturas com percentuais superiores de etanol, incluindo o E35. Os ensaios têm como foco a análise da durabilidade de componentes e dos efeitos da utilização do combustível em longo prazo”, finalizou.