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Grupo investigado por agiotagem e extorsão é alvo de operação no Vale

Polícia cumpriu 24 mandados de busca e apreensão; homem apontado como líder da organização teve a prisão preventiva decretada.

redação band vale
REDAÇÃO BAND VALE

06/08/2026 • 09:22 • Atualizado em 06/08/2026 • 10:10

Grupo investigado por agiotagem e extorsão é alvo de operação no Vale

Grupo investigado por agiotagem e extorsão é alvo de operação no Vale

Créditos: Adonias Araújo/Band Vale

Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP), da Polícia Civil e da Polícia Militar cumpriu, na manhã desta quinta-feira (6), 24 mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa investigada por agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba.

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Segundo o MPSP, um homem apontado como líder da organização teve a prisão preventiva decretada. As investigações indicam que, mesmo após obter o benefício da prisão domiciliar, ele teria continuado comandando as atividades criminosas a partir da própria residência.

Além dos mandados de busca, também foram determinadas medidas de afastamento de sigilos telemáticos, bloqueio e indisponibilidade de bens dos investigados.

Investigação e apreensões

Durante a investigação, as autoridades localizaram imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão, empresas e outros bens que seriam utilizados para ocultar recursos obtidos com os crimes. Também foram identificados rendimentos superiores a R$ 48 mil por mês provenientes de aluguéis.

Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão 37 cavalos da raça mangalarga marchador, vinculados ao principal investigado. Ao todo, o valor das medidas patrimoniais pode chegar a R$ 205,7 milhões.

As investigações começaram em 2021 e deram origem à primeira fase da Operação Armagedom, deflagrada em novembro de 2024, quando integrantes do grupo foram presos e posteriormente condenados. De acordo com o Ministério Público, novos elementos apontaram que a organização continuou atuando mesmo após as medidas cautelares e as condenações impostas pela Justiça.

Ainda segundo as apurações, os suspeitos mantinham um esquema de empréstimos com juros abusivos e cobravam as dívidas por meio de ameaças e intimidação. A investigação também identificou indícios de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com utilização de empresas de fachada e de terceiros para ocultar patrimônio.

Participam da operação integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Núcleo Especial de Combate à Criminalidade Organizada (Neccold), da Polícia Civil e policiais militares do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

A ação faz parte da segunda fase da Operação Armagedom e foi autorizada pela Justiça de São José dos Campos.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos, aprofundar a apuração dos fatos e responsabilizar criminalmente todos os integrantes da organização.

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