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Leilões de imóveis crescem em São Paulo e atraem novos investidores

Estado concentra a maior fatia dos arremates do país; alta de 25% no volume nacional e descontos que chegam a 50% explicam a corrida por editais

BANDFY

30/07/2026 • 15:58 • Atualizado em 30/07/2026 • 15:58

Leilões de imóveis crescem em São Paulo e atraem novos investidores

Leilões de imóveis crescem em São Paulo e atraem novos investidores

DIVULGAÇÃO

O leilão de imóveis deixou de ser um nicho de especialistas para virar estratégia de investimento em São Paulo. Segundo a Associação Brasileira dos Arrematantes de Imóveis (Abraim), 116,6 mil imóveis foram levados a leilão no Brasil apenas no primeiro semestre de 2025 — alta de 25,1% sobre o mesmo período do ano anterior. E o epicentro desse movimento é paulista: levantamento da Associação de Síndicos e Leiloeiros Oficiais (ASLO) indica que São Paulo e Rio de Janeiro respondem, juntos, por mais de 40% dos arremates realizados no país.

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Por que os leilões de imóveis cresceram tanto em São Paulo?

A resposta curta: juros altos, inadimplência e digitalização — alimentando três frentes ao mesmo tempo. A mais visível é a dos leilões extrajudiciais: com a taxa básica de juros elevada, cresceu o número de financiamentos imobiliários não pagos e, pela Lei 9.514/97 (alienação fiduciária), o banco retoma o imóvel e é obrigado a levá-lo a leilão. Mas o movimento não vem só dos bancos. Os leilões judiciais — determinados pela Justiça em execuções de dívidas, penhoras e partilhas — também avançaram: o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contabilizou mais de 320 mil imóveis leiloados no país entre 2023 e 2024, com São Paulo entre os principais mercados. E há uma terceira via em expansão: a venda direta, em que o imóvel não arrematado em praça é ofertado por valor fixo pelo próprio banco — além de empresas e proprietários privados que passaram a usar o leilão voluntariamente como canal de venda rápida e transparente. Em todas as frentes, a migração dos pregões para plataformas online multiplicou o público: hoje qualquer pessoa habilitada participa de um leilão da capital paulista sem sair de casa.

Quanto dá para economizar em um leilão de imóveis?

Os descontos típicos variam de 30% a 50% sobre o valor de avaliação — e, em segunda praça, podem superar essa faixa. É essa margem que atraiu o novo perfil de arrematante: além do investidor profissional que compra para reformar e revender, cresce a participação de famílias que enxergaram no leilão o caminho mais curto para a casa própria em bairros onde o metro quadrado disparou.

Qual o papel da tecnologia nessa expansão?

Organizar a informação virou o novo diferencial competitivo. Só no estado de São Paulo, milhares de editais de bancos, tribunais e leiloeiros são publicados todos os meses, cada um com regras, prazos e riscos próprios. É nesse gargalo que atuam ferramentas como o Spy Leilões, plataforma de busca de leilões de imóveis que monitora e reúne editais de todo o país em um só lugar e conecta o arrematante a assessoria jurídica especializada — etapa que os especialistas consideram indispensável para analisar matrícula, ônus e situação de ocupação antes do lance. A plataforma, que já soma mais de R$ 300 bilhões em imóveis monitorados em leilões por todo o país, registra procura crescente de investidores paulistas em busca de oportunidades fora do radar.

O que verificar antes de dar um lance?

Cinco pontos são consenso entre especialistas: ler o edital na íntegra; analisar a matrícula atualizada do imóvel; verificar dívidas propter rem (como condomínio e IPTU, conforme o caso); checar a situação de ocupação; e provisionar os custos extras — comissão do leiloeiro (em geral 5%), ITBI e despesas de cartório. Com a análise correta, o leilão é uma das formas mais transparentes de aquisição: todos os lances são públicos e vinculantes.

Perguntas frequentes

Leilão de imóvel é seguro?

Sim, desde que o edital e a matrícula sejam analisados previamente — de preferência com apoio jurídico especializado. Os leilões são regidos por lei e conduzidos por leiloeiros oficiais.

Quem pode participar de um leilão de imóveis em São Paulo?

Qualquer pessoa física ou jurídica capaz, após habilitação na plataforma do leiloeiro responsável, nos termos do edital.

Imóvel de leilão pode ser financiado?

Em muitos leilões bancários, sim — inclusive com uso do FGTS em determinadas condições. As regras constam sempre do edital.

Fontes citadas (para o editor): Abraim (1º semestre/2025); ASLO (levantamento 2025); CNJ (2023-2024); Lei 9.514/97.