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Metalúrgicos da Parker Hannifin mantêm greve contra fechamento em Jacareí

Trabalhadores exigem transferências para São José dos Campos ou indenização de 20 salários nominais

REDAÇÃO BAND VALE
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21/07/2026 • 14:52 • Atualizado em 21/07/2026 • 14:52

Metalúrgicos da Parker Hannifin mantêm greve contra fechamento em Jacareí

Metalúrgicos da Parker Hannifin mantêm greve contra fechamento em Jacareí

Sindicato dos Metalúrgicos de SJC

Os metalúrgicos da Parker Hannifin, em Jacareí, decidiram em assembleia realizada nesta terça-feira (21) manter a greve iniciada na última segunda-feira (20) contra o fechamento da unidade. O movimento, liderado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, busca reverter a decisão da empresa e garantir direitos trabalhistas diante do encerramento das atividades, que afeta a produção de válvulas para os setores agrícola e de máquinas. Uma nova rodada de negociações está agendada para esta quarta-feira (22).

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Reivindicações e Direitos Trabalhistas

A pauta dos trabalhadores foca na manutenção dos empregos e em compensações financeiras justas. De acordo com o Sindicato, a principal exigência é a transferência de todos os funcionários para a fábrica de São José dos Campos ou outras unidades da multinacional no Brasil, assegurando um ano de estabilidade no emprego.

Para os colaboradores que não forem transferidos, as reivindicações incluem:

  • Pagamento de uma indenização social equivalente a 20 salários nominais.
  • Manutenção de todos os benefícios por um período de 18 meses.
  • Garantia de pagamento de salários até a aposentadoria para trabalhadores com doenças ocupacionais ou sequelas de acidentes de trabalho.

Impasse nas Negociações e Decisão do STF

A Parker Hannifin ofereceu uma indenização de R$ 2 mil para os trabalhadores desligados, proposta que foi rejeitada pela entidade sindical. O valor foi classificado, pelo sindicato, como "uma vergonha" por representar pouco mais de um salário mínimo.

A diretoria do Sindicato destacou que o fechamento da planta sem diálogo prévio desrespeita diretrizes jurídicas fundamentais. “A Parker decidiu fechar a fábrica de Jacareí sem conversar com o Sindicato. Isso é ilegal, porque o STF determina que demissões em massa só podem acontecer depois de negociação com a entidade sindical”, afirmou a dirigente.

Além da greve, os metalúrgicos elegeram uma comissão formada por três trabalhadores para acompanhar as negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a Parker. A categoria também cobra a participação da Câmara Municipal e da Prefeitura de Jacareí nas discussões sobre o futuro da unidade e dos funcionários.

Os trabalhadores ainda solicitaram o uso da tribuna livre da Câmara para ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais do fechamento da fábrica junto à população e aos vereadores.

A mobilização segue por tempo indeterminado até que a empresa apresente uma proposta que atenda às demandas da categoria.

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