
Metalúrgicos da Parker Hannifin mantêm greve contra fechamento em Jacareí
Sindicato dos Metalúrgicos de SJC
Os metalúrgicos da Parker Hannifin, em Jacareí, decidiram em assembleia realizada nesta terça-feira (21) manter a greve iniciada na última segunda-feira (20) contra o fechamento da unidade. O movimento, liderado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, busca reverter a decisão da empresa e garantir direitos trabalhistas diante do encerramento das atividades, que afeta a produção de válvulas para os setores agrícola e de máquinas. Uma nova rodada de negociações está agendada para esta quarta-feira (22).
Reivindicações e Direitos Trabalhistas
A pauta dos trabalhadores foca na manutenção dos empregos e em compensações financeiras justas. De acordo com o Sindicato, a principal exigência é a transferência de todos os funcionários para a fábrica de São José dos Campos ou outras unidades da multinacional no Brasil, assegurando um ano de estabilidade no emprego.
Para os colaboradores que não forem transferidos, as reivindicações incluem:
- Pagamento de uma indenização social equivalente a 20 salários nominais.
- Manutenção de todos os benefícios por um período de 18 meses.
- Garantia de pagamento de salários até a aposentadoria para trabalhadores com doenças ocupacionais ou sequelas de acidentes de trabalho.
Impasse nas Negociações e Decisão do STF
A Parker Hannifin ofereceu uma indenização de R$ 2 mil para os trabalhadores desligados, proposta que foi rejeitada pela entidade sindical. O valor foi classificado, pelo sindicato, como "uma vergonha" por representar pouco mais de um salário mínimo.
A diretoria do Sindicato destacou que o fechamento da planta sem diálogo prévio desrespeita diretrizes jurídicas fundamentais. “A Parker decidiu fechar a fábrica de Jacareí sem conversar com o Sindicato. Isso é ilegal, porque o STF determina que demissões em massa só podem acontecer depois de negociação com a entidade sindical”, afirmou a dirigente.
Além da greve, os metalúrgicos elegeram uma comissão formada por três trabalhadores para acompanhar as negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a Parker. A categoria também cobra a participação da Câmara Municipal e da Prefeitura de Jacareí nas discussões sobre o futuro da unidade e dos funcionários.
Os trabalhadores ainda solicitaram o uso da tribuna livre da Câmara para ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais do fechamento da fábrica junto à população e aos vereadores.
A mobilização segue por tempo indeterminado até que a empresa apresente uma proposta que atenda às demandas da categoria.
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