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Mistério no mar: água fica avermelhada em Ilhabela e intriga moradores

Segundo especialistas, alteração na cor da água é causada pela presença de um microrganismo, um ciliado que não é considerado tóxico

redação band vale
REDAÇÃO BAND VALE

03/04/2026 • 11:58 • Atualizado em 03/04/2026 • 11:58

O mar com manchas avermelhadas no Litoral Norte chamou a atenção de moradores e turistas nos últimos dias, especialmente em Ilhabela. Imagens enviadas pelo fotógrafo Rafael Mesquita mostram o fenômeno, que gerou curiosidade e preocupação entre quem frequenta a região.

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De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), a alteração na cor da água é causada pela presença do microrganismo Mesodinium rubrum, um ciliado que não é considerado tóxico. Em altas concentrações, ele pode provocar esse aspecto avermelhado no mar, como o registrado no Canal de São Sebastião.

Apesar de não representar risco significativo à saúde humana, a recomendação é que a população evite nadar ou praticar esportes náuticos em áreas com coloração incomum, principalmente pessoas mais sensíveis, que podem apresentar irritações na pele.

O monitoramento dessas ocorrências é feito de forma contínua por um grupo intersecretarial do Governo de São Paulo. Novas coletas estão previstas para os dias 7 e 8 de abril, para acompanhar a evolução do fenômeno e garantir a segurança da população.

A oceanógrafa e mestre em Oceanografia, Tania Albuquerque, explicou que a mancha avermelhada registrada em diversos pontos do Litoral Norte nesta semana é resultado da alta concentração de um microrganismo no mar. Segundo ela, equipes do Instituto Argonauta, em conjunto com outras instituições, realizaram a coleta de amostras de água que foram analisadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo. Os resultados confirmaram a presença do Mesodinium rubrum, um protozoário ciliado microscópico, que ocorre naturalmente no ambiente marinho e que, quando em grande quantidade, provoca a alteração na coloração da água, deixando o mar com aspecto avermelhado.

De acordo com a especialista, o organismo não é considerado tóxico e não representa risco significativo à saúde humana. Ainda assim, por precaução, a Cetesb recomenda evitar banhos de mar e a prática de atividades náuticas em áreas onde há alteração de cor, especialmente para pessoas mais sensíveis. O monitoramento segue sendo realizado nos próximos dias para acompanhar a evolução do fenômeno na região.

Créditos: Rafael Mesquita

Créditos: Rafael Mesquita

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