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Polícia confirma que corpo encontrado em Angra dos Reis é da cozinheira

Polícia chegou até corpo ao delimitar perímetro de ação dos criminosos. Empresária de 46 anos, apontada como autora do crime, segue presa

Por Redação
REDAÇÃO

18/07/2026 • 17:30 • Atualizado em 18/07/2026 • 17:30

Berenice Ramos De Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o dia 30 de junho

Berenice Ramos De Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o dia 30 de junho

Arquivo

A Polícia Civil confirmou, na manhã deste sábado (18), que o corpo encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ) é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o dia 30 de junho em Ubatuba. Segundo a corporação, a identificação foi feita pelo filho da vítima. O corpo está no IML (Instituto Médico Legal) no estado do Rio de Janeiro, que deve fazer exames necroscópicos na vítima.

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O corpo da cozinheira foi localizado no fim tarde desta sexta-feira (17), em uma área de mata na localidade de Serra d'Água, às margens da Estrada de Lídice em Angra dos Reis. A localização foi realizada em um trabalho conjunto da Polícia Civil de São Paulo e do 3º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar.

"Foi um trabalho investigativo com técnicas avançadas de investigação, com uso de tecnologia onde foi possível traçar o perímetro e delimitar a área onde os criminosos atuaram", disse o delegado Seccional de São Sebastião, André Costilhas.

O cadáver estava em um trecho de difícil acesso, preso a uma árvore em uma área íngreme. Foi necessário o apoio do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro para fazer a retirada.

A empresária de 46 anos, apontada pela Polícia Civil como autora do crime, segue preso temporariamente pelo crime de homicídio.

O CASO

Moradora de Igaratá, a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, estava desaparecida desde o dia 30 de junho, após sair do restaurante onde trabalhava, no bairro Ubatumirim, em Ubatuba. A principal suspeita do caso é uma empresária de 46 anos, presa temporariamente desde o último dia 10. Câmeras de monitoramento flagraram a cozinheira e a empresária dentro de um carro, uma caminhonete preta, deixando o restaurante. A investigação aponta contradições nos depoimentos da mulher e reúnem provas como vestígios de sangue encontrados na caminhonete, apreensão de armas de fogo e outras evidências que seguem sendo analisadas.

Cães farejadores, utilizados na investigação, encontraram vestígios de sangue no carro da empresária. Com o apontamento feito pelos cães, os peritos que atuam na investigação utilizaram luminol no veículo e foi constatado que havia sangue na caminhonete, sendo que a maior concentração foi encontrada no banco do carona. O luminol é uma espécie de reagente químico e constantemente utilizado pela Polícia Científica em investigações criminais. Ele serve para detectar vestígios de sangue que são invisíveis a olho nu. Ao ser borrifado, caso haja sangue no local, o líquido fica com um brilho azul fluorescente.

Ambos os laudos da Polícia ainda não foram finalizados. A expectativa é que eles sejam concluídos nos próximos dias.

A reportagem da Band Vale falou com familiares de Berenice, que apontaram que a patroa pode ter matado a cozinheira por uma dívida trabalhista, cobrada por Berenice.