
Ciência mostra que atletas têm melhor desempenho sob pressão
Divulgação
A pressão é uma realidade constante nos esportes de alto rendimento, e os eSports, ou esportes eletrônicos, não ficam de fora. Conforme a modalidade conquista cada vez mais espaço e reconhecimento, os jogadores também enfrentam níveis intensos de exigência física e emocional.
Quando a pressão aumenta, a mente de grandes atletas pode definir resultados nos apps de apostas, evidenciando a importância do aspecto psicológico nas decisões. Jogue com responsabilidade.
O universo dos eSports mostra que a performance sob pressão pode ser o diferencial entre a vitória e a derrota. Inclusive, existe um termo bem comum dentro dos jogos, o clutch, situações onde os atletas precisam de muita força mental.
Clutch no eSports: o que é?
Nos eSports, o termo clutch é famoso para descrever uma jogada em que o jogador é o último da equipe e, sozinho, precisa reverter a situação de desvantagem numérica para conseguir a vitória.
Essa situação é comum em jogos como Counter Strike ou Valorant. Por exemplo, no Major de CS em 2016 o jogador Coldzera fez história por virar partidas nessa situação, inclusive, enfrentou quatro adversários e conseguiu passar por todos, garantindo a vitória da sua equipe.
Já no Valorant, um bom exemplo foi a virada do jogador TenZ em uma jogada clutch 1v3 histórica. Ele soube controlar a sua mente e, com o conhecimento no mapa e as suas habilidades, eliminou os adversários para trazer a vitória para a sua equipe.
Ambos precisaram vencer o desafio psicológico e a pressão, já que a equipe toda dependia do seu desempenho em uma situação que não era favorável. Essa situação é comum em várias modalidades esportivas, não apenas no eSports.
Estudo aponta que cérebro de esportistas é 10% mais rápido sob pressão
A University College de Londres realizou um estudo que apontou que o cérebro de esportistas é 10% mais rápido sob pressão do que uma pessoa que não realiza a prática do esporte. O professor Vicent Walsh, do Instituto de Neurociência Cognitiva da universidade, foi um dos responsáveis pelo teste.
"Em geral, os esportistas foram mais precisos nas provas de memória depois da exposição a estímulos negativos, enquanto os não esportistas foram distraídos por esses estímulos. O rendimento dos não esportistas caiu quanto à velocidade de memória ao enfrentar adversidades e situações emocionalmente intensas; enquanto as respostas dos esportistas foram melhorando", explicou o professor Walsh.
O estudo revelou que os esportistas responderam, em média, 10% mais rápido e demonstraram uma precisão 20% superior na memória em comparação com indivíduos que não praticavam esportes profissionalmente.
Esse desempenho foi atribuído à maior capacidade dos atletas de lidar com situações de risco ou de intensa carga emocional, o que fortalece seus mecanismos cognitivos sob pressão.
Para chegar até a conclusão, o professor Vicent Walsh fez vários testes de percepção e memória em voluntários esportistas e não esportistas, criando estresse de forma proposital.
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