
Preso em Tremembé (SP), Hacker Delgatti tem 1ª saída temporária autorizada
Geraldo Magela/Agência Senado
Walter Delgatti Neto, conhecido como hacker de Araraquara, preso na Penitenciária 2 de Tremembé, conhecida como “presídio dos famosos”, teve a sua primeira saída temporária autorizada pela Justiça.
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que Delgatti está custodiado na Penitenciária II de Tremembé, desde janeiro de 2026, para cumprimento de pena em regime semiaberto. A primeira saída temporária de 2026 está prevista para acontecer na próxima terça-feira (17).
A defesa de Walter Delgatti confirmou o parecer favorável para a sua primeira saída temporária, benefício inerente à progressão para o regime semiaberto. “Ressaltamos que a concessão desta saída é o estrito cumprimento do que prevê a Lei de Execução Penal, sendo um direito alcançado após Walter preencher todos os requisitos objetivos e subjetivos exigidos, incluindo excelente comportamento carcerário. Esta etapa é parte natural e fundamental do seu processo de ressocialização.” - diz da nota enviada pela defesa.
Em dezembro de 2025, o hacker foi transferido para a P2 de Potim (SP), e voltou em janeiro de 2026 para a P2 de Tremembé para cumprir pena no regime semiaberto.
No inicio do ano, Alexandre de Moraes autorizou Delgatti a progredir do regime fechado para o regime semiaberto. O ministro registrou, na decisão, que o hacker apresenta bom comportamento carcerário, conforme atestados das unidades prisionais e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que havia se posicionado pelo benefício em dezembro.
Ele cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão, em 2023, dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a mando da ex-deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália. Na ocasião, o hacker inseriu um mandado falso de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes no sistema da Justiça.
Walter Delgatti Neto ficou conhecido nacionalmente por invadir os celulares das autoridades da Operação Lava Jato. Em agosto de 2021, o hacker foi condenado a vinte anos de prisão pelo caso e, atualmente, é réu em um processo no STF que apura invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

