
Queda e explosão de avião em Ubatuba
Reprodução
A queda e a explosão de um avião em Ubatuba (SP), que matou o piloto e deixou mais quatro pessoas feridas completou um ano nesta sexta-feira (9). Veja como está a investigação do caso.
O acidente, que envolveu uma aeronave do modelo Cessna Citation 525, segue em investigação pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
As investigações técnicas preliminares indicam que houve “excursão de pista”. Segundo o Cenipa, a pista de Ubatuba tem 940 metros, enquanto o modelo da aeronave precisa de 789 metros em condições ideais. No dia do acidente, a pista estava molhada e as condições climáticas eram ruins.
Também foi informado que não há prazo definido para a conclusão do relatório final. "A conclusão dessa investigação ocorrerá no menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes." - publicou o Cenipa.

Sobre o acidente em Ubatuba
O avião de pequeno porte que transportava cinco pessoas, incluindo as duas crianças, decolou do Aeroporto Municipal de Mineiros, em Goiás, e caiu na Praia do Cruzeiro, em Ubatuba, explodindo após sair da pista.
Por volta das 10h do dia 9 de janeiro de 2025, o avião caiu na orla da Praia do Cruzeiro, próximo à pista de skate, gerando grande comoção entre moradores e turistas. A equipe de resgate, composta por bombeiros, Guarda Civil Municipal e policiais militares, agiu rapidamente para retirar as vítimas da aeronave e prestar os primeiros socorros.
A queda da aeronave deixou cinco vítimas, sendo três adultos e duas crianças, com quatro ocupantes do avião e uma pessoa que estava na área no momento do acidente.
Entre os ocupantes estavam o piloto Paulo Sergio Seguetto, de 55 anos, que morreu no local. Mireylle Fries, Bruno Almeida Souza, e as crianças foram resgatados com vida.
Vítima fatal:
Paulo Sergio Seguetto, piloto
O piloto da aeronave, Paulo Sergio Seguetto, de 55 anos, foi a vítima fatal do acidente. Natural de São Paulo, Seguetto não sobreviveu ao impacto e foi encontrado preso às ferragens da aeronave. Ele foi identificado pelas autoridades como o responsável pelo comando do voo. O Corpo de Bombeiros, juntamente com outros serviços de resgate, conseguiu extrair o corpo do piloto, que já estava sem sinais vitais quando foi localizado.
Vítimas sobreviventes:
- Mireylle FriesMireylle, que também estava a bordo da aeronave, é uma das sobreviventes. Ela foi resgatada com vida.
- Lucca Fries AlmeidaO menino Lucca, de 6 anos, também estava no avião e foi resgatado com vida.
- Ayla Fries AlmeidaA irmã de Lucca, Ayla, de 4 anos, também foi uma das vítimas resgatadas. A criança, assim como seu irmão, foi retirada da aeronave em meio aos destroços e rapidamente encaminhada para atendimento médico.
- Bruno Almeida SouzaBruno, também foi resgatado com vida. Sua idade exata não foi informada pelas autoridades, mas ele foi identificado como parte do grupo familiar que estava no voo.
- Rosana Maria Alves Vieira, 59 anosA última vítima identificada é Rosana Maria Alves Vieira, de 59 anos. Ela estava na praia no momento do acidente. Rosana foi socorrida e encaminhada à Santa Casa de Ubatuba.

Trajeto do avião
Segundo os registros da plataforma Flightradar24, o voo seguiu por várias cidades até a queda. O último registro disponível mostra que a aeronave ainda não estava em Ubatuba, tendo passado pelas cidades de Honorópolis, Pindaíba e Pindamonhangaba, onde o sinal foi perdido. A aeronave, fabricada em 2008 pela Cessna Aircraft, tinha capacidade para oito pessoas, de acordo com o Registro Aeronáutico Brasileiro.

Ação de resgate
O comerciante Pedro Romano, que presenciou a queda do avião, foi uma das primeiras pessoas a chegar ao local e ajudou no resgate. Em depoimento, ele relatou que, ao ouvir um barulho alto e ver o avião explodindo, correu para o local e encontrou o avião parcialmente submerso. Ele e outros presentes tentaram, inicialmente, retirar o piloto, que estava preso na aeronave e com a cabeça submersa na água.
"Fomos atrás do avião, ignorando o fogo, e conseguimos retirar as crianças pelas janelas. O piloto estava com a mão batendo na janela, pedindo socorro", contou Pedro.
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