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Reforma do Mercadão de São José entra em nova fase e gera reclamações

Com investimento de R$ 9 milhões, projeto Urbaniza Centro moderniza o espaço, mas deslocamento de bancas afeta movimento e incomoda comerciantes.

redação band vale
REDAÇÃO BAND VALE

05/08/2026 • 17:07 • Atualizado em 05/08/2026 • 17:07

Reforma do Mercadão de São José entra em nova fase e gera reclamações

Reforma do Mercadão de São José entra em nova fase e gera reclamações

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A nova etapa das obras de revitalização do Mercado Municipal de São José dos Campos, iniciada recentemente como parte do projeto Urbaniza Centro, tem transformado a rotina de quem frequenta e trabalha no local. Com um investimento total de R$ 9 milhões, a reforma avançou para sua segunda fase, resultando no deslocamento temporário de diversos comerciantes para o lado de fora do prédio para permitir a troca do piso e reparos estruturais.

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No entanto, a mudança tem provocado uma queda acentuada nas vendas e gerado reclamações tanto de lojistas quanto de consumidores devido às alterações no fluxo de pedestres no centro da cidade.

Queda nas vendas e dificuldades dos comerciantes

Para muitos trabalhadores, a modernização trouxe desafios imediatos. A comerciante Maria Aparecida relatou que, desde o início desta nova fase, as vendas despencaram devido à dificuldade dos clientes em localizarem as bancas deslocadas.

O sentimento é compartilhado por Paulo, que trabalha no mercado há 50 anos. Ele afirma que o movimento na área externa é bem inferior ao de dentro do prédio e que o espaço reduzido limita a exposição de suas mercadorias.

Melhorias estruturais e o projeto Urbaniza Centro

A intervenção é justificada pelo estado de conservação do prédio centenário. O planejamento da reforma prevê:

  • Manutenção da fachada histórica;
  • Substituição do piso interno por um material mais resistente;
  • Reforma integral do telhado.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, a obra foi dividida em quatro etapas — três focadas na área das bancas e uma no telhado — justamente para evitar o fechamento total do mercado, o que seria inviável para a economia local.

Quem circula pelo centro de São José dos Campos também sente os reflexos das obras. O deslocamento das bancas para as calçadas externas tem gerado filas e atrapalhado o tráfego de pedestres, além de impactar os comércios que já estavam estabelecidos naquelas ruas.

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