
Suspeito de matar companheira dentro de casa em Caçapava é preso
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Um homem de 50 anos, investigado pelo feminicídio da própria companheira, de 60 anos, foi preso na noite desta segunda-feira (27), em Tremembé, no interior de São Paulo. Ele era procurado pela Justiça pelo crime ocorrido no sábado (25), em Caçapava.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares receberam informações de que o suspeito estaria escondido em uma casa no bairro Alberto Ronconi, na zona rural de Tremembé. No local, foi confirmado um mandado de prisão preventiva em aberto contra o homem identificado.
O caso
Ela foi encontrada morta dentro da própria casa na noite de sábado (25), no bairro Vila Velha. O caso é investigado como feminicídio e tinha como principal suspeito o companheiro, que até então não havia sido localizado.
O sepultamento da vítima foi realizado na tarde de domingo (26), no Cemitério Parque das Hortênsias.
A jovem relatou que havia trabalhado durante a noite e, ao retornar pela manhã, encontrou a casa da mãe fechada e sem movimentação, imaginando que ela estivesse dormindo. No entanto, ao longo do dia, a ausência de resposta e o fato de as luzes permanecerem apagadas levantaram suspeitas.
Com a ajuda de um amigo, a filha conseguiu acessar a residência pelos fundos, após perceber que uma câmera de monitoramento próxima à cozinha havia sido arrancada. Ao entrarem no quarto, encontraram a vítima deitada na cama, coberta e sem sinais vitais.
Segundo a polícia, o corpo apresentava rigidez cadavérica e sinais evidentes de agressão, como lesões no rosto, cortes no nariz, marcas nos braços e coloração arroxeada na região da face e da boca. Também foram encontrados vestígios de sangue no interior do imóvel. Não havia, a princípio, indícios de ferimentos provocados por arma branca.
Ainda conforme o registro policial, não foram constatados sinais claros de invasão, mas objetos pessoais da vítima desapareceram, entre eles o celular, chaves da residência e equipamentos de monitoramento, o que levanta a hipótese de tentativa de ocultação de provas.
Familiares informaram que a vítima mantinha um relacionamento com o principal suspeito havia cerca de três anos e que o casal tinha histórico de desentendimentos. Na noite anterior ao crime, os dois teriam discutido, e a mulher teria pedido para que o homem deixasse o imóvel.
Testemunhas relataram ainda que o suspeito foi visto nas proximidades, em um estabelecimento comercial, com manchas de sangue nas mãos. Ele teria alegado que estava ferido antes de deixar o local.
A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado por feminicídio. A perícia foi realizada no imóvel e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deve apontar a causa da morte. O suspeito segue sendo procurado.

