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Vale do Paraíba possui 706 casos de dengue e um óbito confirmado em 2026

Especialista indica que os infectados devem estimular a hidratação oral e realizar repouso absoluto durante o tratamento

Redação Band Vale
REDAÇÃO BAND VALE

09/02/2026 • 11:15 • Atualizado em 09/02/2026 • 11:15

Vale do Paraíba possui 706 casos de dengue e um óbito confirmado em 2026

Vale do Paraíba possui 706 casos de dengue e um óbito confirmado em 2026

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O calor, a alta umidade, dias chuvosos e a água parada são ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. Dessa forma, é no verão que o foco do mosquito aumenta significativamente. Na região do Vale do Paraíba apenas neste ano de 2026, segundo dados do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Taubaté, há 706 casos confirmados de dengue, com um óbito na cidade de Jacareí, confirmada pela Prefeitura Municipal e pelos testes clínicos do Instituto Adolfo Lutz.

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Embora o número de casos em 2026 (706 casos) seja menor que no mesmo período em 2025 (1.139 casos), a situação deste ano é agravada por um óbito na região, não ocorrida no ano anterior neste mesmo período. A primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026 divulgada pela Prefeitura Municipal de São José dos Campos, aponta uma queda de aproximadamente 45% no Indice Breteau (IB), que mede a presença de larvas do mosquito Aedes aegypti. O IB era de 2,2 em janeiro de 2025 e caiu para 1,2 em janeiro de 2026. Apesar da melhora, um IB de 1,2 ainda coloca São José dos Campos sob estado de alerta e atenção contínua.

Segundo a coordenadora do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera de São José, Aline Fonseca, “é preciso atentar-se, primeiramente, à conscientização da população frente a eliminação dos pontos focais, evitando o aparecimento das larvas, visto o alto IB do município. A população deve evitar deixar água parada, cobrir os ralos, colocar areia em pratos de planta e manter a limpeza local.”

Conforme a coordenadora, “os sinais e sintomas de dengue podem ser confundidos com outros tipos de patologias, incluem febre alta (39 a 40 ºC), dores musculares e articulares, dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos, por esse motivo, se apresentar esses sintomas, procure imediatamente um médico, para diagnóstico e melhor tratamento. Além disso, devem evitar qualquer tipo de automedicação, pois alguns medicamentos podem agravar a situação do quadro de dengue, principalmente se for dengue hemorrágica. Para casos confirmados de dengue é ideal realizar a hidratação constante e repouso”, explica.

A docente acrescenta que é importante observar os sinais respiratórios e gripais. “Sintomas como dor de garganta, nariz entupido, tosse seca e coriza são comuns na Covid-19, mas raramente aparecem em casos de arboviroses”, acrescenta.

De acordo com a professora, os principais sintomas da dengue podem variar de leves a graves, e incluem:

⦁ Febre alta (30 a 40 ºC);

⦁ Dor de cabeça intensa;

⦁ Dor atrás dos olhos;

⦁ Dores musculares e nas articulações;

⦁ Manchas vermelhas na pele (exantema);

⦁ Náuseas e vômitos;

⦁ Fadiga e cansaço excessivo;

⦁ Sangramentos (em casos graves).

Por fim, confira algumas dicas para evitar a proliferação da larva e o desenvolvimento do mosquito neste início de ano. Confira:

⦁ Elimine água parada: verificar se não há nenhum objeto que possa acumular água, como pneus, garrafas, latas, baldes, entre outros, além de manter as calhas limpas e sem obstruções e verificando se não há vazamentos de água.

⦁ Instale telas de proteção: instale telas nas janelas e portas para impedir a entrada do mosquito da dengue em sua casa.

⦁ Mantenha a piscina limpa: a piscina é um local comum para o acúmulo de água parada. Certifique-se de manter a água limpa e tratada com produtos químicos adequados.

⦁ Cooperar com as campanhas de prevenção: participar de campanhas de prevenção promovidas pelo governo e por organizações locais é uma forma de ajudar a prevenir a proliferação do mosquito da dengue em sua comunidade.

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