Bugatti apresenta releitura do Veyron após 20 anos

F.K.P. Hommage celebra e homenageia o legado do Prof. Dr. Ferdinand Karl Piëch, idealizador do hipercarro

Por Gabriel Alberto

Vinte anos depois de redefinir os limites da engenharia automotiva, a Bugatti revisitou sua própria história para homenagear o homem por trás de um dos projetos mais ambicioso já colocado do mundo automotivo. A marca francesa apresentou, nesta quinta-feira (23) o F.K.P. Hommage, criação que reverencia tanto o Veyron original quanto o legado de Prof. Dr. Ferdinand Karl Piëch, idealizador do hipercarro. 

Mais do que um exercício de nostalgia, o F.K.P. Hommage surge como a interpretação definitiva do Veyron, combinando o design atemporal do modelo lançado no fim dos anos 1990 com o estágio mais avançado motor W16, capaz de entregar 1.600 cv.

História do Veyron 

Apresentado como conceito no Salão de Tóquio de 1999, o Veyron surgiu em um trem-bala no Japão que Ferdinand Piëch estava. No Shinkansen, professor esboçou a arquitetura do motor W, conceito que mais tarde evoluiria do VR6 para o W8, W12 e, finalmente, para o W16. 

O objetivo com o projeto era um só: mil cavalos, 400 km/h, tração integral e conforto suficiente para chegar a uma ópera em traje de gala.

Apresentado como conceito no Salão de Tóquio de 1999, o Veyron rompeu com a estética agressiva e em formato de cunha que dominava os superesportivos da época. Sob a direção de Hartmut Warkuß e com desenho assinado por Jozef Kabaň, o modelo adotou proporções mais recuadas, transmitindo solidez e confiança em vez de exagero visual.

O auge da Bugatti 

Tecnicamente, o F.K.P. Hommage utiliza a especificação mais extrema do motor W16, a mesma introduzida no Chiron Super Sport. São 1.600 cv, turbos maiores, intercoolers aprimorados, sistemas de arrefecimento reforçados e uma transmissão de dupla embreagem revisada para lidar com o aumento de torque.

Se por fora o F.K.P. Hommage é uma evolução do Veyron, por dentro ele representa uma ruptura completa com os modelos W16 mais recentes. O interior adota uma abordagem inspirada no Bauhaus, com volante circular exclusivo, console central e túnel usinados em alumínio maciço e tecidos sob medida desenvolvidos em Paris.

O grande destaque fica no painel: um Audemars Piguet Royal Oak Tourbillon, integrado ao carro a pedido do proprietário. O relógio mecânico é autoalimentado pelo próprio movimento do veículo, sem qualquer conexão elétrica, e utiliza acabamento inspirado nos motores de oito cilindros de Ettore Bugatti.

O Bugatti F.K.P. Hommage é a segunda criação do Programme Solitaire, iniciativa que permite até duas encomendas totalmente exclusivas por ano, com liberdade total de design e engenharia. Assim como o Brouillard, o modelo reafirma a Bugatti como referência máxima em personalização extrema e narrativa histórica aplicada ao automóvel.

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