
A MG Motor anunciou oficialmente nesta quinta-feira (25) o início de sua operação industrial no Brasil, marcando uma nova etapa de expansão no mercado nacional de veículos eletrificados. A montadora sino-britânica, controlada pelo grupo chinês SAIC Motor, confirmou que passará a montar veículos no Ceará até o fim de 2026, em parceria com a PACE (Planta Automotiva do Ceará), instalada em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza.
A iniciativa representa a primeira operação produtiva da marca na América do Sul e envolve um investimento total de R$ 400 milhões. Desse montante, mais de R$ 60 milhões serão destinados à adequação da linha de montagem e modernização da planta, enquanto cerca de R$ 340 milhões serão aplicados em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Segundo a empresa, a expectativa é produzir aproximadamente 50 mil veículos ao longo de quatro anos, com a criação de cerca de 600 empregos diretos e indiretos, além de estimular fornecedores e serviços ligados à cadeia automotiva regional. Os primeiros modelos montados na unidade cearense serão o MG4 Urban e o MGS5, ambos elétricos.
O hatch MG4 Urban será a principal aposta da marca para disputar um segmento em forte expansão no Brasil, hoje ocupado por modelos como BYD Dolphin, GAC Aion UT, Geely EX2 e o recém-lançado GWM Ora 5.
Recentemente homologado pelo Inmetro, o MG4 Urban terá versões com baterias de 42,8 kWh e 53,9 kWh, com autonomias oficiais de 299 km e 358 km, respectivamente, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). O modelo utiliza motor elétrico dianteiro de 163 cv e 25,5 kgfm de torque, além de entre-eixos de 2,75 metros, um dos maiores da categoria, e porta-malas com capacidade de 470 litros.
Já o MGS5 será posicionado no segmento de SUVs elétricos médios, ampliando o portfólio da fabricante em uma das categorias mais disputadas do mercado brasileiro. Novos modelos estão em estudo para os próximos ciclos de expansão.
Além da produção de elétricos, a companhia avalia o desenvolvimento futuro de modelos com tecnologia flex voltados às condições do mercado brasileiro, alinhando-se a outras fabricantes chinesas que ampliam sua presença industrial no país.
A operação começará pelo sistema SKD (Semi Knocked-Down), modelo no qual os veículos chegam parcialmente desmontados para a etapa final de montagem no Brasil. O método permite acelerar a nacionalização da produção enquanto a cadeia de fornecedores locais é estruturada.






