Omoda E5 terá versão mais barata para enfrentar Dolphin, Ora e MG4

Modelo da Omoda & Jaecoo mudará de faixa de preço para disputar os elétricos mais vendidos

Thiago Ventura

Por Thiago Ventura

Omoda E5 terá versão mais barata para enfrentar Dolphin, Ora e MG4
Nova versão do Omoda E5 deve ampliar a concorrência entre os elétricos de entrada
Omoda/Divulgação

A Omoda & Jaecoo prepara uma mudança importante para reposicionar o Omoda E5 no mercado brasileiro. O SUV elétrico deverá ganhar uma nova versão de entrada com preço sugerido de R$ 149.900, cerca de R$ 60 mil abaixo do valor cobrado atualmente, para disputar diretamente modelos como BYD Dolphin GS, GWM Ora 03 e MG4 Urban. A fabricante ainda não oficializou a novidade, mas a previsão é que a configuração seja lançada em 2026.

Desde a estreia no Brasil por R$ 209.990, o Omoda E5 registrou pouco mais de 500 unidades emplacadas, desempenho considerado discreto diante da crescente concorrência entre os veículos eletrificados. A informação sobre a mudança de estratégia foi divulgada pelo jornalista Jorge Moraes, da CNN Brasil.

Com preço próximo de R$ 150 mil, o Omoda E5 passará a enfrentar modelos que atualmente concentram boa parte das vendas nessa faixa do mercado. Entre eles está o BYD Dolphin GS, vendido por R$ 149.990, equipado com bateria de 44,9 kWh e autonomia homologada de 291 quilômetros pelo Inmetro.

Outro concorrente direto será o GWM Ora 03, atualmente comercializado em promoção por R$ 149.900 na versão equipada com bateria de 58 kWh, motor de 171 cv e autonomia de aproximadamente 315 quilômetros pelo padrão brasileiro.

Apesar do preço semelhante ao dos rivais, o Omoda E5 pertence a uma categoria superior, oferecendo dimensões maiores, mais espaço interno e um conjunto elétrico mais potente.

Na configuração atualmente comercializada, o Omoda E5 utiliza motor elétrico instalado no eixo dianteiro com 204 cv de potência e 340 Nm de torque. O sistema é alimentado por uma bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade aproximada de 61 kWh.

Segundo dados homologados pelo Inmetro, a autonomia é de 345 quilômetros. Já pelo ciclo europeu WLTP, utilizado em diversos mercados internacionais, o alcance chega a aproximadamente 430 quilômetros.

O sistema elétrico também aceita recarga rápida em corrente contínua (DC) de até 80 kW, permitindo elevar o nível da bateria de 30% para 80% em cerca de 28 minutos, desempenho competitivo dentro da categoria.

A estratégia para reduzir o preço pode incluir uma lista de equipamentos mais enxuta, mantendo a motorização atual, ou mudanças no conjunto elétrico, solução já adotada pela fabricante em outros mercados.

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