O preço do aluguel sobiu acima da inflação no primeiro trimestre de 2025. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 2%, o crescimento médio dos reajustes de aluguéis ficou em 3,2%.
A alta procura e a baixa oferta são os principais motivos para a elevação dos preços. Marcela Tonholi, advogada, foi surpreendida ao renovar o contrato de aluguel do apartamento onde mora, em Belo Horizonte, Minas Gerais, quando proprietário pediu um valor de reajuste 36% maior.
"Pagava R$ 1.900, e quando recebi o contrato e fui verificá-lo, estava um reajuste para R$ 2.600. Você tem que refazer todos os cálculos para o ano", explicou.
Na análise da vice-presidente da Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais, Flávia Vieira, o cenário ainda é um resquício da pandemia.
"Os locatários que permaneceram nos imóveis renegociaram seus aluguéis para baixo. E agora, no último ano, o IPGM vem subindo com força. Existe a recomposição de preço por inflação e o aumento real de preço, em função da baixa oferta e da demanda aquecida", disse.
Entre as capitais, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, teve a maior alta do ano, de 8,47%. Na sequência, aparecem Aracaju, João Pessoa, Maceió e Salvador.


