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Advogada pode se tornar a segunda mulher na história do Superior Tribunal Militar

Verônica Sterman foi indicada para vaga de ministra do STM no Dia Internacional da Mulher

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08/03/2025 • 14:27 • Atualizado em 08/03/2025 • 14:27

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e Verônica Abdalla Sterman

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e Verônica Abdalla Sterman

Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, neste sábado (8), a advogada Verônica Abdalla Sterman para o cargo de ministra do Superior Tribunal Militar (STM). A nomeação ocorre justamente no Dia Internacional da Mulher e segue agora para análise do Senado, que precisa aprová-la antes da posse.

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Se confirmada, Verônica, de 40 anos, será a segunda mulher a integrar a corte, ao lado da ministra Maria Elizabeth Rocha, indicada por Lula em 2007. Em seus 200 anos de história, o STM teve apenas uma mulher em sua composição, justamente Maria Elizabeth, que atualmente é a presidente da Corte.

Especialista em Direito Penal e Penal Econômico, Verônica tem uma carreira consolidada no meio jurídico. É graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e possui especialização em Direito Penal Econômico pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Além disso, concluiu uma pós-graduação na mesma área pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), em parceria com a Universidade de Coimbra, em Portugal.

A advogada atuou na defesa de Gleisi Hoffmann, futura ministra da Secretaria de Relações Institucionais, em casos relacionados à Operação Lava Jato. Ela também foi advogado do atual vice-presidente Geraldo Alckmin em processos eleitorais.

O STM faz parte da Justiça Militar e é responsável por julgar crimes previstos no Código Penal Militar. A corte é composta por 15 ministros: quatro generais do Exército, três almirantes da Marinha, três brigadeiros da Aeronáutica e cinco civis.

A indicação de Verônica Sterman no Dia Internacional da Mulher ressalta a importância da presença feminina nos tribunais superiores e representa um avanço na equidade de gênero dentro da Justiça Militar, um dos órgãos do Judiciário historicamente com menor representatividade feminina.

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