
Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB)
Flickr/MDIC/Karim Kahn/FIESP
O Brasil vai negociar as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a importação de aço e alumínio. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, se reúne nesta quinta-feira (6) com o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick. As informações e a análise são do colunista da BandNews FM Rodrigo Orengo, de Brasília.
O Brasil, mencionado no discurso de Trump ao Congresso americano, pode ser um dos mais impactados pelas tarifas impostas pelo governo dos EUA. Na reunião, que acontecerá por videoconferência, Alckmin deve negociar as cotas para exportação dos produtos aos EUA para não atingir os 25% de taxação. A conversa está marcada para as 17h30 de hoje.
"Esse é um caminho, mas o mais importante é que se trata de uma abertura para o diálogo (...) ele [Alckmin] vai tentar estabelecer essa margem de negociação", disse Orengo.
Segundo o colunista, não serão apenas o aço e o alumínio exportados aos EUA que serão taxados pelo país, há previsão de tarifas para a madeira brasileira e para o etanol. Atualmente, os EUA recebem 42,4% das exportações de madeira do Brasil. No discurso ao Congresso americano, Trump acusou o Brasil de praticar tarifas ‘injustas’.
Apesar da tentativa de negociação, o Brasil já vem buscando por oportunidades como, por exemplo, a abertura de canais de comércio com países que também estão sendo taxados pelos EUA, como Canadá, México e China.
"Há esse estudo sendo feito nesse momento, mas a principal preocupação é pragmática: que isso possa afetar o preço dos produtos na gondola. Essa é a maior preocupação do Palácio do Planalto", diz o colunista. Ainda nesta quinta, o governo Lula farpa duas reuniões para discussão de medidas que possam frear o preço dos alimentos.
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