
André Mendonça
Gustavo Moreno/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou o bloqueio de R$ 390 milhões do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinap), após indícios de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões entre 2021 e 2025. A decisão, que inclui a apreensão de bens imóveis e valores do sindicato, ocorre após as investigações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República apontarem suspeitas de movimentações atípicas e lavagem de dinheiro.
Entre os investigados está o presidente da entidade, Milton Batista de Souza Filho, conhecido como Milton Cavallo, que se manteve em silêncio durante participação na CPMI do INSS na semana passada.
O irmão do presidente Lula, José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, é vice-presidente do Sindinap, mas não está sendo investigado. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão no sindicato e em endereços ligados aos dirigentes, mas Frei Chico não foi alvo das ações.
A decisão de Mendonça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do sindicato e de vários de seus dirigentes, para que se investigue ainda mais as movimentações desde 2020. A investigação se concentra na apuração de irregularidades nos descontos feitos aos aposentados e pensionistas, com indícios de desvio de recursos e a formação de uma organização criminosa para realizar esses ilícitos. O Sindinap, por meio de nota, negou qualquer envolvimento com irregularidades e expressou repúdio às acusações, afirmando não ter acesso ao inquérito e contestando as alegações de fraudes.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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