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Andreazza: Com ou sem IOF, governo vai "fazer o diabo" para tentar reeleger Lula em 2026

Segundo o colunista, a indicação do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) para a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é um sinal de que o governo mira as eleições no próximo ano

Por Redação
REDAÇÃO

11/06/2025 • 10:17 • Atualizado em 11/06/2025 • 10:17

Tem método, com Carlos Andreazza

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as medidas econômicas discutidas com líderes do Congresso, só afetariam "moradores de coberturas". Para Carlos Andreazza, colunista da BandNews FM, a fala do ministro trata-se de uma "falácia argumentativa" e o governo tentará garantir a reeleição de Lula com ou sem o decreto que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Segundo o ministro da Fazenda, a medida provisória com as novas propostas tributárias será publicada simultaneamente à correção do decreto que elevou o IOF. Ainda não há uma data para a publicação.

Para Andreazza, o aumento de impostos incide sobre toda a população e "os mais ricos vão passar esse preço para os mais pobres". Representantes do agronegócio já criticam as medidas, que estabelecem aumento da tributação sobre diversas operações financeiras.

Entre os parlamentares também há críticas. O presidente da Comissão Mista do Orçamento (CMO), o senador Efraim Filho (União Brasil-PB) afirmou que não dá para o governo fazer um esforço arrecadatório agora para alavancar programas sociais. Segundo o colunista, é justamente isso que o governo faz e, aparentemente, com o aval do Parlamento.

"Eles concederam juntos um Orçamento da União que deixa o Pé de Meia à margem, pendurado para fora, idem para o Vale Gás. É exatamente o que governo está fazendo. Está resolvendo a vida para 2025, aumentando imposto porque não corta gasto, e fazendo isso para financiar a reeleição de Lula."

O PT indicou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) para a relatoria da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as balizas para a execução orçamentária para 2026.

"A indicação tem tudo a ver com a preocupação de Efraim Filho (...) e é sinal de que o governo vai fazer o diabo para se reeleger. Não que o Centrão queira o controle da LDO para qualificar o Orçamento, mas mostra uma disputa sobre quem domina o Orçamento. Essa é a briga que está rolando e são todos sócios", disse Andreazza.

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