A troca de comando na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), com a posse do ministro Edson Fachin, é marcada por baixas expectativas no cenário político, segundo o jornalista Carlos Andreazza, colunista da BanNews FM.
Andreazza destaca, contudo, que há um único e significativo motivo para celebrar a transição: o novo presidente não buscará o espetáculo midiático, nem o palco, prometendo uma gestão mais discreta. Conforme o jornalista, essa postura já representa um alívio institucional em comparação com a administração anterior.
De acordo com o colunista, a gestão que se encerra foi extremamente ruim. Andreazza afirma que o ex-presidente demonstrava um perfil de exposição excessiva e concedendo entrevistas quase semanalmente.
O perfil de Fachin, descrito como reservado e comedido, é visto por Andreazza como "maravilhoso" por valorizar a natureza constitucional da instituição.
A esperança reside, assim, na virtude do comedimento judicial. Conforme Andreazza, a expectativa, ainda que modesta, é que a nova liderança estimule o Supremo a retomar a discussão de suas grandes matérias de forma colegiada, promovendo um essencial "choque de plenário".
Em síntese, o analista político manifesta estar exausto de magistrados que buscam "salvar a humanidade." De acordo com Andreazza, a principal expectativa é que, finalmente, um juiz esteja presidindo o Supremo Tribunal Federal, cumprindo o papel de comedimento exigido pela função judiciária, afastado da necessidade de ser um protagonista midiático. A nova fase, portanto, traz um alívio no estilo, mas uma incerteza quanto à reversão dos precedentes de poder individual estabelecidos.



