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Andreazza: Mendonça relata agora investigação sobre filho 01

Colunista avaliou os impactos políticos da definição do relator do caso envolvendo Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro

Da redação
DA REDAÇÃO

26/06/2026 • 10:58 • Atualizado em 26/06/2026 • 17:32

Tem método, com Carlos Andreazza
Resumo

Avaliação do colunista Carlos Andreazza destaca que a decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de confirmar André Mendonça como relator da ação envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro representa uma mudança interna no Supremo, impedindo que Alexandre de Moraes assumisse o caso devido a questionamentos sobre sua imparcialidade.

Investigação da Polícia Federal aponta que Flávio Bolsonaro teria recebido dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, tornando o caso de grande relevância política e judicial.

Análise do jornalista indica enfraquecimento político de Alexandre de Moraes, que, diferentemente de momentos anteriores, não reivindicou a relatoria do processo, o que sinaliza alteração no equilíbrio de poder dentro do STF e pressiona André Mendonça a lidar com o caso.

O colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, avalia que a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de confirmar André Mendonça como relator da ação envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro representa um duplo movimento na Corte.

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A investigação da Polícia Federal aponta que o parlamentar teria recebido dinheiro do ex-banqueiro para financiar o filme sobre o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Andreazza afirma que a medida expõe um enfraquecimento político do ministro Alexandre de Moraes e, simultaneamente, impõe uma pressão inédita sobre Mendonça.

O posicionamento de Fachin, baseado nas regras de prevenção do tribunal, evitou que a relatoria ficasse sob a responsabilidade de Moraes, cujas relações pessoais com Vorcaro são alvo de questionamentos.

A perda de espaço político de Alexandre de Moraes

Para o âncora, a definição sinaliza que o cenário político do STF mudou significativamente nos últimos meses. Ele destaca que, em outros momentos de maior força política, Moraes não hesitaria em centralizar as decisões relativas ao caso, independentemente de eventuais contestações sobre a sua parcialidade no processo.

De acordo com o jornalista, o fato de o ministro não ter reivindicado a relatoria configura uma admissão de fraqueza em meio ao atual ambiente político.

"Veja, em outras épocas, Alexandre de Moraes mataria no peito e ficaria com essa ação, não abriria mão dela, independentemente das suas relações com Vorcaro. Não tenho dúvida disso. Então aí tem um enfraquecimento, uma admissão de fraqueza de Alexandre de Moraes", avaliou.

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