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Andreazza: na CPMI do INSS, Carlos Lupi admite incompetência

Na melhor das hipóteses, segundo o colunista Carlos Andreazza, a atitude de Carlos Lupi, à frente do Ministério da Previdência, foi pura incompetência contra as fraudes no INSS

Por Redação
REDAÇÃO

09/09/2025 • 11:24 • Atualizado em 09/09/2025 • 11:24

Tem método, com Carlos Andreazza
Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, depôs na CPMI do INSS

Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência, depôs na CPMI do INSS

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A fala do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, durante depoimento na comissão parlamentar que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a CPMI do INSS, representa um “escárnio” com os cidadãos brasileiros, especialmente com os aposentados e pensionistas lesados. A análise é do jornalista Carlos Andreazza, colunista da BandNews FM.

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Segundo Andreazza, a admissão, por parte de Lupi, de que o Ministério da Previdência tinha conhecimento dos descontos indevidos nos benefícios do INSS, demorando mais de um ano para agir, é um fato gravíssimo que até se enquadraria na definição de prevaricação.

O ponto mais absurdo da defesa de Lupi, para o colunista, foi a alegação de que a pasta não tinha "o poder da adivinhação" para dimensionar a fraude. Andreazza refuta o argumento, explicando que adivinhação pressupõe desconhecimento, o que não era o caso.

Segundo o jornalista, o ministro foi notificado sobre a "roubalheira" por um movimento parlamentar e pelo Conselho Nacional da Previdência Social desde, pelo menos, junho de 2023. Portanto, a gestão não precisava adivinhar nada. Bastava agir com base nas informações que já possuía, avaliou o colunista.

De acordo com Andreazza, a cronologia dos fatos expõe a inércia do governo, pois Lupi, que já havia ocupado a pasta no governo Dilma Rousseff (PT), estava ciente dos problemas desde o início de 2023. Apesar disso, a investigação "para valer", nas palavras do ministro, só começou após a operação da Polícia Federal, em 2025, o que é inadmissível, para o jornalista.

O comentarista questiona a atuação de Lupi e equipe, incluindo o então secretário-executivo e atual ministro, Wolney Queiroz, que também estava ciente do esquema. Para Andreazza, a pergunta que fica é: "O que o senhor Lupi e sua turma estavam fazendo na Previdência Social?".

A resposta do próprio ministro, de que não tinha capacidade de estimar o grau do problema, é, na visão do jornalista, uma confissão de incapacidade para o cargo que ocupa.

Na melhor das hipóteses, segundo Carlos Andreazza, a atitude do ministro e de seu grupo foi de pura incompetência. Ele finaliza afirmando que, ao saber do esquema e não utilizar os mecanismos de fiscalização disponíveis para apurar a dimensão da fraude, o governo não apenas falhou em sua obrigação, mas promoveu um verdadeiro "esculacho" contra todos os brasileiros, tratando como normal uma situação que lesou os mais vulneráveis.

*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

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