Band News FM
BandNews FM

Andreazza: Paulinho da Força, 'O Pacificador', é tido como a solução para o Brasil

Segundo Andreazza, acordo só para reduzir pena de Bolsonaro, sem anistia, pode resultar e insatisfação bolsonarista, abrindo espaço para a ascensão de “um Pablo Marçal da vida"

Por Redação
REDAÇÃO

19/09/2025 • 10:31 • Atualizado em 19/09/2025 • 10:31

Tem método, com Carlos Andreazza
Paulinho da Força é o relator do projeto da anistia a Bolsonaro

Paulinho da Força é o relator do projeto da anistia a Bolsonaro

José Cruz/Agência Brasil

A relatoria do projeto de anistia, agora sob a responsabilidade do deputado Paulinho da Força (Solidariedade), está no centro de um grande acordo político que pode redefinir o futuro do país, segundo análise do jornalista Carlos Andreazza, colunista da BandNews FM.

Compartilhar

Para Andreazza, a articulação envolve figuras proeminentes como o ex-presidente Michel Temer (MDB) e o deputado Aécio Neves (PSDB). O objetivo seria transformar a proposta inicial de anistia em um "projeto de lei da dosimetria", buscando a pacificação nacional.

Segundo o colunista, Paulinho da Força foi investido na função não apenas por seus pares, mas recebeu o aval e os parabéns de Temer e Aécio. Uma reunião entre os três selou o novo direcionamento da proposta.

O projeto, como aponta Andreazza, deixaria de focar no perdão puro e simples para se concentrar em uma revisão das penas, o que representa uma mudança estratégica para viabilizar sua aprovação e diminuir as resistências políticas.

Essa nova abordagem, a agora apelidada de "PL da Dosimetria", visa, na prática, criar um "pacto republicano" que incluiria o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula. Para Andreazza, a ideia é costurar um acordo amplo que, embora não conceda o perdão, revisaria as sentenças para beneficiar, marginalmente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), evitando prisão em regime fechado e, possivelmente, convertendo-a em domiciliar.

Conforme a análise do colunista, o plano considera a inelegibilidade de Bolsonaro como um fato incontornável, mas busca uma alternativa para a sua situação penal. O acordo contaria com a participação do governo e do STF, que, apesar de oficialmente não fazer acordos políticos, estaria ciente da articulação.

O jornalista destaca que esse arranjo visa um cenário em que Bolsonaro ficaria "encostado", aguardando uma eventual vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2026, para, então, buscar um indulto presidencial.

No entanto, de acordo com o Andreazza, essa costura política cria um ambiente propício para o surgimento de dissidências na direita. O colunista avalia que a base bolsonarista mais radical, com um discurso antissistema, dificilmente, aceitará um acordo que envolva figuras do establishment.

Essa insatisfação bolsonarista, segundo Andreazza, abre espaço para a ascensão de uma nova liderança, como “um Pablo Marçal da vida", que explore o sentimento de traição entre os eleitores mais fiéis de Bolsonaro.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: