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Andreazza: Regra de transição dos penduricalhos e desmame gradual da mamata

Jornalista afirma que negociação sobre benefícios e teto de gastos sugere que a aplicação da lei pode se tornar relativa

Da redação
DA REDAÇÃO

26/02/2026 • 10:16 • Atualizado em 26/02/2026 • 10:16

Congresso Nacional

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Agência Brasil

Resumo

O colunista político Carlos Andreazza manifesta desconfiança sobre um possível "acordão" envolvendo uma regra de transição para penduricalhos, benefícios concedidos a juízes e parlamentares, destacando que a solução proposta é incerta e autoriza dúvidas.

A discussão aborda ajustes no teto constitucional por meio de verbas indenizatórias, sugerindo que o rigor da lei está sendo substituído por negociações entre interesses políticos e corporativos.

O jornalista critica a tentativa de negociar práticas consideradas inconstitucionais, defendendo que a ilegalidade não admite gradações e alertando para um processo de retirada gradual desses benefícios, que, segundo ele, deveria ser eliminado de imediato.

O colunista político e âncora do Tem Método, Carlos Andreazza, afirma que está desconfiado sobre o "acordão" costurado em torno de uma "regra de transição" sobre os chamados penduricalhos, benefícios dados aos juízes e parlamentares. Segundo o jornalista, a solução não é clara e autoriza a incerteza.

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A discussão envolve ajustes no teto constitucional por meio de verbas indenizatórias, o que, segundo Andreazza, dá a entender que o rigor da lei parece ter dado lugar a uma mesa de negociação.

O colunista questiona: por que tentar negociar uma prática que é inconstitucional?

"A Constituição Federal é explícita ao vedar subterfúgios para ultrapassar os limites de remuneração. Um penduricalho criado para esse fim não é mais ou menos inconstitucional. Ele simplesmente é ilegal. Não há gradação na ilegalidade".

Segundo o âncora, a impressão que fica é que o controle de constitucionalidade pode ser subordinado a interesses políticos e à pressão de corporações.

O jornalista afirma que a proposta é um "desmame" lento, gradual e seguro para uma prática que nunca deveria ter sido alimentada. Para ele, a solução se assemelha a um carinho em quem desrespeita a lei, uma forma de dizer "sabemos que está errado, mas vamos parar aos poucos para não doer".