
Congresso Nacional
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Resumo
Condenação de Bolsonaro e debate sobre anistia: O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe. O debate agora se volta para a anistia, com lideranças partidárias discutindo a urgência da votação do projeto na Câmara.
Posicionamento dos partidos e lideranças: O Centrão mostra apoio limitado à anistia, resistindo à restauração dos direitos políticos de Bolsonaro. Divergências surgem também entre aliados, como Valdemar Costa Neto e Gilberto Kassab, que defendem uma anistia mais ponderada.
Pressão governamental e oposicionista: Enquanto a oposição pressiona pela rápida tramitação da anistia, o governo, liderado por Lula, trabalha para retardar ou bloquear a proposta. Encontros e negociações intensificam-se, prometendo uma disputa acirrada em Brasília.
Depois de mais de uma semana de julgamento no Supremo Tribunal Federal que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus pela tentativa de golpe, a pauta da anistia domina o debate em Brasília. A expectativa é de que os líderes partidários se reúnam nesta terça-feira (16) com o presidente da Câmara, Hugo Mota, para decidir se o texto terá a urgência votada ainda nesta semana.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, desistiu de viajar a Brasília para pressionar pela aprovação do projeto. O recuo teria ocorrido diante da resistência de setores da direita mais próximos a Bolsonaro.
Impasse no Centrão
Nos bastidores, o Centrão sinaliza apoio a uma anistia que beneficie Bolsonaro e outros condenados, mas com limites. Parte dos parlamentares não quer que o ex-presidente recupere os direitos políticos, o que abriria espaço para uma eventual candidatura em 2026.
Para evitar desgaste político em meio a essa disputa, Tarcísio optou por não entrar diretamente na negociação. O governador é visto como possível candidato em 2026 e escolheu não se desgastar diante do fogo cruzado entre bolsonaristas e partidos de centro.
Divergências entre aliados
No fim de semana, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se reuniu com Gilberto Kassab, secretário do governo de Tarcísio em São Paulo. Kassab defendeu uma anistia “ponderada” e não ampla, geral e irrestrita, como deseja parte da oposição.
Ainda nesta semana, Valdemar deve conversar com o presidente do Republicanos, partido de Tarcísio, para alinhar estratégias. Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou que ainda espera a participação ativa do governador paulista para destravar as negociações.
Governo também pressiona
Enquanto a oposição tenta acelerar a tramitação, o governo trabalha para barrar o avanço da proposta. Nesta segunda-feira, o presidente Lula almoçou com Hugo Mota, em encontro que teve a anistia como tema central.
De um lado, oposicionistas pressionam pela votação imediata; de outro, o Palácio do Planalto articula para adiar ou até inviabilizar o texto. A queda de braço deve marcar a agenda política em Brasília nos próximos dias.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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