
Metanol está sendo encontrado em bebidas adulteradas
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Resumo
Vítima e Circunstâncias: Rafael Anjos Martins, de 28 anos, faleceu após 52 dias em coma devido à ingestão de gin contaminado com metanol, adquirido em uma adega na Zona Sul de São Paulo. Ele apresentou 155 mg/L de metanol no sangue, valor acima do nível grave.
Surto e Investigação: São Paulo registra 22 casos de intoxicação por metanol em 2025, incluindo sete mortes. As autoridades policiais investigam um esquema de falsificação de bebidas alcoólicas, com várias apreensões e interdições em estabelecimentos.
Orientações e Prevenção: A Secretaria de Saúde recomenda atenção a sintomas como visão turva e tontura após consumo de destilados em locais suspeitos. Em caso de sintomas, a orientação é buscar imediatamente atendimento médico.
Um jovem de 28 anos morreu nesta quinta-feira (23) após permanecer 52 dias em coma depois de ingerir gin adulterado com metanol, comprado em uma adega na Zona Sul de São Paulo. O caso integra o surto de intoxicações por metanol que atinge todo o estado.
O caso e os exames
Rafael Anjos Martins, de 28 anos, deu entrada em coma no dia 1º de setembro após consumir a bebida adulterada em um encontro com amigos na região da Cidade Dutra, zona Sul da capital.
Ele estava internado em UTI em Osasco e dependia de ventilação mecânica. Exames apontaram concentração de 155 mg/L de metanol em seu organismo — acima do nível considerado grave para risco de dano cerebral ou morte.
A bebida foi adquirida em uma adega onde foram apreendidas duas garrafas consumidas e outras 14 lacradas. As amostras seguiram para perícia.
Surto de metanol e alerta das autoridades
O estado de São Paulo acumula 22 casos de intoxicação suspeita ou confirmada por metanol em 2025, com pelo menos sete mortes confirmadas até o momento.
O metanol é uma substância altamente tóxica quando ingerida. Inicialmente, pode provocar sintomas leves como náuseas e tontura, mas em até 24 h evolui para perda de visão, coma e morte. As investigações apontam que destilados adulterados com metanol — entre eles gin, vodca e uísque — estão sendo distribuídos por redes clandestinas.
O que diz a investigação
Autoridades policiais e sanitárias confirmam que o caso de Rafael faz parte de um esquema de falsificação e venda irregular de bebidas alcoólicas. Além da adega em que foi comprada a bebida, outros estabelecimentos foram alvo de apreensões e interdições em São Paulo.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou abertura de inquérito para rastrear a origem do metanol e a rede de distribuição das bebidas adulteradas. A pena prevista para adulteração pode chegar a 12 anos de prisão.
Orientações à população
A Secretaria de Saúde estadual recomenda que qualquer pessoa que tenha consumido bebidas destiladas em bares ou eventos, especialmente sem nota fiscal ou em garrafas com lacre violado, fique atenta a sintomas como visão turva, tontura, dor abdominal, vômitos ou confusão mental. Em caso de suspeita, deve procurar imediatamente atendimento médico.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.


