
Silvinei Vasques no momento da prisão no Paraguai
Polícia Federal
Resumo
Prisão de Silvinei Vasques ocorreu após fuga para o Paraguai, uso de passaporte falso e tentativa de viagem para El Salvador, com recaptura no aeroporto de Assunção e entrega à Polícia Federal na fronteira do Brasil.
Condenação de Vasques foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e 6 meses de prisão por participação em núcleo de tentativa de golpe de Estado, atuação para impedir votos no Nordeste em 2022 e descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente.
Histórico de controvérsias inclui prisão anterior por interferência no pleito de 2022, uso político da PRF em favor de Jair Bolsonaro, multa superior a R$ 500 mil, além de associação à fuga de outros aliados do ex-presidente, como Alexandre Ramagem e Carla Zambelli.
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques está de volta ao Brasil depois de fugir do País e ser detido no Paraguai nesta sexta-feira (26). Ele começará a cumprir a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Vasques pretendia viajar até El Salvador. O ex-diretor da PRF foi levado do Paraguai até a fronteira com Foz do Iguaçu (PR) para ser entregue à Polícia Federal. A transferência para um presídio federal em Brasília deve ocorrer neste sábado (27), após ele descumprir medidas cautelares e romper a tornozeleira eletrônica.
A tentativa de fuga e a prisão
A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes depois que o equipamento de monitoramento de Silvinei Vasques ficou sem sinal na madrugada de quinta-feira (25). A atitude levantou suspeitas de fuga, e policiais foram até a residência dele em São José (SC), mas não o encontraram. A suspeita é que ele tenha deixado o local na noite anterior em um carro alugado.
A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, capital do Paraguai, quando ele se preparava para embarcar em um voo para El Salvador, utilizando um passaporte falso. Para o ministro Moraes, a atitude reforça os indícios de "evasão do distrito da culpa e da tentativa de se furtar à aplicação da lei penal".
Condenação no Supremo
Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo STF, acusado de integrar um núcleo que planejou uma tentativa de golpe de Estado. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo do qual ele fazia parte também elaborou a chamada "minuta do golpe" e atuou para impedir o voto de eleitores na região Nordeste durante as eleições de 2022.
A defesa do ex-diretor da PRF afirmou ter sido pega de surpresa com a nova ordem de prisão e informou que um advogado paraguaio acompanha o caso em Assunção.
Histórico de controvérsias
Esta não é a primeira vez que Vasques é preso. Em agosto de 2023, ele foi detido no âmbito da investigação sobre a interferência da PRF no pleito de 2022, acusado de usar o cargo para atuar politicamente a favor do então presidente Jair Bolsonaro.
Ele foi solto um ano depois, em agosto de 2024, por decisão de Moraes, que impôs medidas cautelares, entre elas o uso da tornozeleira eletrônica. Vasques também já foi condenado a pagar uma multa de mais de R$ 500 mil pelo uso político da instituição.
Outros aliados foragidos
A tentativa de fuga de Silvinei Vasques se soma a outros casos envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que deixaram o país para escapar de investigações e condenações, como o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e a ex-deputada federal Carla Zambelli.
Ramagem encontra-se nos Estados Unidos, enquanto Zambelli foi detida na Itália e aguarda uma decisão sobre sua extradição.
Próximos passos
A tendência é que Silvinei Vasques seja transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Lá, ele deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, conforme determinado pelo STF.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:


