Após um ano, projeto de desocupação da Favela do Moinho atinge 96%
Governo alega que requalificação da área serve para “limpeza” da região central

O projeto para a desocupação e requalificação da área da Favela do Moinho, na região central de São Paulo, completa um ano em abril com 96% da primeira fase concluída. A ação já garantiu o reassentamento de mais de 800 famílias para moradias dignas e seguras, segundo o Governo de São Paulo. De acordo com a gestão, restam menos de 40 imóveis para que a desocupação do terreno seja finalizada.
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Um recomeço para os moradores
O plano de reassentamento oferece aos antigos moradores da comunidade diferentes auxílios para que possam recomeçar suas vidas. As opções incluem o recebimento de uma indenização, a aquisição de uma unidade habitacional subsidiada pelo Estado ou a adesão ao programa Bolsa Aluguel. O objetivo, segundo o governo, é proporcionar dignidade e segurança para famílias que viviam em condições de extrema vulnerabilidade.
O histórico da última favela do centro
A Favela do Moinho ocupava um terreno entre os trilhos das linhas 7-Rubi e 8-Diamante de trens, na região de Campos Elíseos. A comunidade surgiu na década de 1980 e enfrentou décadas de precariedade, além de diversos incêndios de grandes proporções, que destruíram barracos e deixaram centenas de desabrigados ao longo dos anos.
A gestão Tarcísio de Freitas afirma que o local, que pertence à União, é uma das “bases” do crime organizado e que a requalificação vai servir para uma “limpeza” da região central da capital paulista. O Governo Estadual pretende transformar a favela no Parque do Moinho.
