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Após um ano, projeto de desocupação da Favela do Moinho atinge 96%

Governo alega que requalificação da área serve para “limpeza” da região central

Da redação
DA REDAÇÃO

22/04/2026 • 10:40 • Atualizado em 22/04/2026 • 10:40

Favela do Moinho em São Paulo

Favela do Moinho em São Paulo

Rovena Rosa/Agência Brasil

Resumo

O projeto de desocupação da Favela do Moinho, iniciado há um ano, reassentou mais de 800 famílias em moradias dignas, com 96% da primeira fase concluída e menos de 40 imóveis restantes para desocupação.

O plano de reassentamento oferece indenização, unidade habitacional subsidiada ou Bolsa Aluguel, buscando garantir dignidade e segurança às famílias que viviam em situação de extrema vulnerabilidade.

A Favela do Moinho, formada nos anos 1980 entre trilhos de trem, enfrentou décadas de precariedade e incêndios, e será transformada pelo Governo Estadual no Parque do Moinho, visando requalificação e combate à criminalidade na região central de São Paulo.

O projeto para a desocupação e requalificação da área da Favela do Moinho, na região central de São Paulo, completa um ano em abril com 96% da primeira fase concluída. A ação já garantiu o reassentamento de mais de 800 famílias para moradias dignas e seguras, segundo o Governo de São Paulo. De acordo com a gestão, restam menos de 40 imóveis para que a desocupação do terreno seja finalizada.

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Um recomeço para os moradores

O plano de reassentamento oferece aos antigos moradores da comunidade diferentes auxílios para que possam recomeçar suas vidas. As opções incluem o recebimento de uma indenização, a aquisição de uma unidade habitacional subsidiada pelo Estado ou a adesão ao programa Bolsa Aluguel. O objetivo, segundo o governo, é proporcionar dignidade e segurança para famílias que viviam em condições de extrema vulnerabilidade.

O histórico da última favela do centro

A Favela do Moinho ocupava um terreno entre os trilhos das linhas 7-Rubi e 8-Diamante de trens, na região de Campos Elíseos. A comunidade surgiu na década de 1980 e enfrentou décadas de precariedade, além de diversos incêndios de grandes proporções, que destruíram barracos e deixaram centenas de desabrigados ao longo dos anos.

A gestão Tarcísio de Freitas afirma que o local, que pertence à União, é uma das “bases” do crime organizado e que a requalificação vai servir para uma “limpeza” da região central da capital paulista. O Governo Estadual pretende transformar a favela no Parque do Moinho.