
Trump tem pior índice de desaprovação
Reprodução: AFP
Resumo
Pesquisa Reuters/Ipsos mostra queda na aprovação do governo Trump, com apenas 36% dos americanos apoiando seu desempenho, enquanto 62% desaprovam, sendo as ofensivas contra o Irã apontadas como principal motivo.
Desempenho econômico é criticado, com apenas 25% de aprovação para o custo de vida, mas o Partido Republicano mantém vantagem sobre os democratas na confiança para gerir a economia, com 38% contra 34%.
Conflito no Oriente Médio impulsiona desaprovação, especialmente pela entrada dos EUA ao lado de Israel e aumento do preço dos combustíveis, enquanto Trump anuncia pausa nos ataques ao Irã e negociações, apesar de negativas por parte do país.
O governo de Donald Trump enfrenta seu pior índice de aprovação desde janeiro de 2025, quando o republicano voltou ao poder nos Estados Unidos. Os dados são de pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (24). Segundo o levantamento, 36% dos americanos aprovam o desempenho do chefe da Casa Branca, enquanto 62% desaprovam. As ofensivas contra o Irã foram as maiores responsáveis pela queda.
O resultado indicou uma diferença de quatro pontos percentuais desde a semana passada, quando o Trump contava com 40% de aprovação ante 58% de desaprovação. O ponto mais crítico é na avaliação do custo de vida, um tema caro a Trump, mas no qual a gestão dele tem somente 25% de aprovação.
Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos com aprovação de 47% nos primeiros dias. Por cerca de um ano, ele esteve com mais de 40%. Do ponto de vista partidário, contudo, os eleitores não parecem ter sua confiança abalada nos republicanos: 38% dos eleitores consideram o partido de Trump mais preparado para gerir a economia americana, ante 34% que apontam os democratas.
A pesquisa foi realizada online em todo o país e reuniu respostas de 1.272 adultos americanos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Guerra no Oriente Médio influenciou desaprovação de Trump
Entre as principais razões para a queda apontadas pela pesquisa estão a entrada dos EUA ao lado de Israel no conflito contra o Irã e o consequente aumento do preço dos combustíveis. Cerca de 61% desaprovaram os ataques, em comparação com 59% na semana passada. No final de fevereiro, quando os EUA assassinaram o líder iraniano Ali Khamenei, 27% aprovavam os ataques, 43% desaprovavam e 29% não tinham certeza. O barril do petróleo quase atingiu US$ 120 dólares durante as escaladas do conflito.
Trump anunciou nesta segunda-feira (23) uma pausa nos ataques ao Irã e afirmou estar negociando o fim da guerra com o país, que nega conversas com os EUA. No mesmo dia, dois navios indianos passaram pelo Estreito de Ormuz, que permanecia fechado pelo Irã desde o início do conflito. A rota é a principal passagem de petróleo do mundo e é controlada pelos iranianos.
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