
Banco Central anuncia redução na taxa Selic
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Resumo
Decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano, marcando o primeiro corte desde 2024 e ocorrendo em meio a tensões no Oriente Médio.
Votação unânime dos membros do Copom, incluindo o presidente Gabriel Galípolo e seis diretores, foi justificada pela estratégia de convergência da inflação para a meta ao longo do horizonte relevante, com expectativas para 2026 e 2027 ainda acima do centro da meta.
Cenário internacional de incerteza, agravado por conflitos no Oriente Médio, elevou a volatilidade de preços e exigiu cautela dos países emergentes, enquanto o Banco Central dos EUA manteve os juros e o BC brasileiro reafirmou postura conservadora devido à inflação persistente e ao crescimento econômico moderado.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), representa o primeiro corte desde 2024 e ocorre em meio a tensões no Oriente Médio.
O BC entendeu que a decisão é compatível com a "estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". O comitê votou de forma unânime pela redução, com votos do presidente Gabriel Galípolo e dos diretores Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.
Cenário de cautela e incertezas
A decisão do Copom está embasada em um ambiente externo que se tornou mais incerto. O acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio tem gerado reflexos nas condições financeiras globais. Esse cenário, segundo o Banco Central, "exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities."
Internamente, diz o comunicado, embora os indicadores mostrem um crescimento econômico moderado, o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência. A inflação continua acima do centro da meta estabelecida pelo governo e as expectativas do BC para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, permanecem em 4,1% e 3,8%, respectivamente, acima do centro da meta.
O Copom reafirmou que manterá a "serenidade e a cautela na condução da política monetária". A postura conservadora acompanha outros países. Mais cedo, o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) manteve a taxa de juros do país entre 3,5% e 3,75% ao ano também em resposta ao conflito no Oriente.
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