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Barão: Trump tenta sair do conflito no Oriente, mas sem resultados

Condições impostas por Teerã e a escalada militar na região indicam que uma solução diplomática está distant

Da redação
DA REDAÇÃO

25/03/2026 • 12:01 • Atualizado em 25/03/2026 • 12:01

Eduardo Barão
Resumo

Conflito entre Estados Unidos e Irã apresenta exigências opostas que dificultam acordo diplomático, com Washington propondo 15 pontos focados no fim do programa nuclear, reabertura do Estreito de Ormuz e restrições a mísseis, enquanto Teerã exige retirada de bases americanas, fim de ataques israelenses e compensações, tornando consenso improvável.

Pressão econômica sobre a Casa Branca, devido ao alto custo diário do conflito e aumento dos combustíveis, motiva tentativa de solução rápida, porém contrapartidas iranianas, como manutenção do programa de mísseis e cobrança de taxa no Estreito de Ormuz, são vistas como inviáveis pelos Estados Unidos.

Escalada militar continua com envio de milhares de soldados americanos ao Golfo, contrariando opinião pública dos EUA, e sinalizando possível incursão para garantir navegação no Estreito de Ormuz, apesar de declarações otimistas de Donald Trump sobre vitória na guerra.

A busca por uma saída diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã esbarra em um abismo de exigências opostas. Segundo o correspondente dos EUA da Band, Eduardo Barão, isso praticamente descarta a possibilidade de um acordo no curto prazo.

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Enquanto o governo de Donald Trump enviou uma proposta de 15 pontos a Teerã por meio de intermediários como o Paquistão, as contrapartidas iranianas e a contínua mobilização militar na região do Golfo Pérsico sugerem um cenário de impasse e potencial agravamento da crise.

A proposta americana, que segundo o jornal The New York Times foi entregue via Paquistão, foca em pontos cruciais para Washington.

Entre as exigências estariam o fim do programa de desenvolvimento de armas nucleares, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e restrições ao programa de mísseis balísticos de Teerã.

A Casa Branca, pressionada pelo alto custo do conflito — estimado em um bilhão de dólares por dia — e pela disparada nos preços dos combustíveis, busca uma resolução rápida.

Exigências iranianas são vistas como irrealistas

Em resposta, o Irã, embora inicialmente tenha negado qualquer negociação, apresentou uma lista de condições que tornam um acordo quase impossível, segundo Barão.

Fontes indicam que Teerã exige o encerramento de todas as bases militares americanas no Golfo, o fim dos ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano, a suspensão de todas as sanções e indenizações por danos de guerra.

Além disso, o governo iraniano não aceita restrições ao seu programa de mísseis e propõe um novo sistema para o Estreito de Ormuz, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial. A exigência é a permissão que o irã cobre taxa de navios que passem pela passagem.

Escalada militar continua

Apesar das declarações otimistas de Donald Trump, que chegou a afirmar ter "vencido a guerra", a realidade no terreno é de escalada militar.

Os Estados Unidos continuam a enviar milhares de soldados para a região do Golfo, incluindo paraquedistas, um movimento que sugere a preparação para uma possível incursão em território iraniano. O objetivo seria, principalmente, garantir a liberação do Estreito de Ormuz pela força.

Este cenário contradiz o desejo da opinião pública americana, que se opõe ao envio de tropas para um novo conflito, lembrando as experiências custosas no Iraque e no Afeganistão.

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