Jornal da Band

EUA teriam enviado ao Irã plano com 15 pontos para encerrar conflito

Proposta intermediada pelo Paquistão prevê fim de programa nuclear militar em troca da retirada de sanções internacionais

EDUARDO BARÃO

24/03/2026 • 20:01 • Atualizado em 24/03/2026 • 20:01

Eduardo Barão

Os Estados Unidos teriam enviado ao governo do Irã uma proposta composta por 15 pontos com o objetivo de encerrar o atual conflito entre as nações. Segundo jornais americanos e israelenses, o plano foi entregue por meio do Paquistão, que atua como intermediário nas conversas diplomáticas.

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A iniciativa, revelada por autoridades envolvidas nas negociações, sinaliza uma urgência de Donald Trump em solucionar a crise diante dos crescentes impactos econômicos. O presidente americano chegou a declarar nesta terça-feira (24) que recebeu um "grande presente" do Irã, embora não tenha fornecido detalhes sobre o que seria.

Exigências e contrapartidas da Casa Branca

O plano detalha condições rigorosas para a normalização das relações. Entre as principais exigências de Washington estão:

  • Fim do programa nuclear iraniano para fins militares;
  • Restrições severas ao programa de mísseis do país;
  • Reabertura do Estreito de Ormuz, ponto vital para o escoamento global de petróleo.

Em contrapartida, os Estados Unidos ofereceriam a retirada das sanções internacionais que estrangulam a economia iraniana. Além disso, o governo americano se comprometeria a auxiliar o Irã no desenvolvimento de seu programa nuclear civil, voltado exclusivamente para a geração de energia elétrica.

Cenário de incerteza e silêncio oficial

Apesar da repercussão internacional da notícia, a proposta ainda não foi confirmada oficialmente pela Casa Branca. Até o momento, o governo do Irã também não se manifestou sobre os termos do documento.

O movimento ocorre em meio a um cenário de alta tensão no mercado financeiro. Órgãos reguladores dos EUA e do Reino Unido já investigam movimentações suspeitas de informação privilegiada que ocorreram minutos antes de anúncios anteriores de Trump sobre o recuo nos ataques.

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