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Primeiro-ministro da França perde voto de confiança e vai renunciar após derrota no orçamento

François Bayrou não conseguiu aprovar o orçamento de 2026; Macron definirá novo premiê nos próximos dias

Por Redação
REDAÇÃO

08/09/2025 • 22:29 • Atualizado em 08/09/2025 • 22:29

Macron deve receber renúncia de primeiro-ministro nesta terça (9)

Macron deve receber renúncia de primeiro-ministro nesta terça (9)

REUTERS/Ints Kalnins

Resumo

Primeiro-ministro François Bayrou perde voto de confiança e anuncia renúncia na França, após fracasso em aprovar o orçamento de 2026, com 364 votos contrários e 194 favoráveis.

Presidente Emmanuel Macron enfrenta crise política com quatro mudanças de chefe de governo em menos de dois anos, evidenciando dificuldades em manter coalizão estável e aprovar medidas econômicas.

Instabilidade governamental continua com a renúncia de Bayrou, enquanto Macron avalia opções como dissolver o parlamento ou tentar formar nova coalizão, em meio a crescente pressão social e política.

O primeiro-ministro da França, François Bayrou, perdeu nesta segunda-feira (8) o voto de confiança no parlamento e anunciou que entregará sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron. A derrota aprofunda a crise política que atinge o governo francês. Foram 364 votos contrários contra 194 favoráveis, após Bayrou não conseguir aprovar o orçamento de 2026.

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O Palácio do Eliseu confirmou que Macron nomeará um novo chefe de governo nos próximos dias. A renúncia será formalizada nesta terça (9), segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro. Bayrou é o quarto chefe de governo a deixar o cargo em menos de dois anos — seu antecessor, Michel Barnier, também caiu pela rejeição ao orçamento.

Impasse político em Paris

A sucessão de quedas evidencia a dificuldade de Macron em manter uma coalizão estável no parlamento francês. Sem maioria absoluta, o presidente tem enfrentado derrotas em votações-chave e dificuldade para sustentar sua agenda econômica. A rejeição ao orçamento foi considerada um ponto de ruptura.

Ainda não está clara qual será a estratégia política de Macron após a saída de Bayrou. O presidente pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições legislativas, embora essa seja uma opção de alto risco. Outra possibilidade seria tentar recompor uma coalizão minoritária, movimento que o governo já tentou em ocasiões anteriores, sem êxito.

Crise sucessiva de primeiros-ministros

Com a saída de Bayrou, a França soma quatro trocas de primeiro-ministro em menos de dois anos. A instabilidade fragiliza o governo Macron em um momento de forte contestação social e pressão da oposição, que vem ganhando força em meio às dificuldades de governabilidade.

A expectativa agora é de que Macron anuncie o novo primeiro-ministro até o fim da semana, em uma tentativa de restaurar a confiança política e garantir a aprovação de medidas prioritárias. O cenário, no entanto, permanece incerto e mantém a França em clima de instabilidade institucional.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.