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Bergamo: Almoço de banqueiros com Tarcísio de Freitas causa desconforto na família Bolsonaro

A articulação em torno de Tarcísio, ocorrendo logo após a prisão de Bolsonaro, é interpretada pelos aliados do ex-presidente como uma "insensibilidade"

Por Redação
REDAÇÃO

18/08/2025 • 09:03 • Atualizado em 18/08/2025 • 09:03

Mônica Bergamo
Resumo

Declaração de Carlos Bolsonaro sobre "piscina cheia de ratos" reflete tensões do clã Bolsonaro com a direita brasileira, exacerbadas pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e a luta por sua sucessão política.

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, surge como principal figura para herdar o legado político de Bolsonaro, apesar de negar intenções presidenciais, recebendo forte apoio do empresariado e mercado financeiro.

Conflitos internos e resistência familiar marcam o cenário político, com disputas sobre quem deverá suceder Bolsonaro, envolvendo Michelle Bolsonaro e os filhos Flávio e Eduardo, destacando uma crise de liderança no clã.

A recente declaração de Carlos Bolsonaro sobre uma "piscina cheia de ratos" pode ser a manifestação pública de uma profunda revolta do clã Bolsonaro com governadores da direita no Brasil. Segundo a jornalista e colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo, a iminente prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que pode se tornar permanente, funcionou como um catalisador para a corrida pela sua sucessão na direita.

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Figuras políticas já se articulam para herdar o capital político e os votos do ex-mandatário, um movimento que tem irritado a família.

Dentro deste cenário, o nome que mais incomoda a família é justamente o mais discreto: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Embora negue publicamente a intenção de disputar a presidência, suas ações sinalizam o contrário.

Tarcísio possui amplo apoio do empresariado e do mercado financeiro, setores que já o enxergam como uma alternativa viável. Um recente almoço com a nata do setor financeiro, onde foi ovacionado após um longo discurso, é visto como um claro aceno à sua candidatura.

A articulação em torno de Tarcísio, ocorrendo logo após a prisão de Bolsonaro, é interpretada pelos aliados do ex-presidente como uma "insensibilidade" e uma pressa para ocupar seu lugar.

Essa movimentação para ocupar o vácuo de poder deixado por Bolsonaro tem gerado um conflito em duas frentes. A primeira é a resistência da própria família em "passar o bastão" para um nome que não carregue o sobrenome Bolsonaro.

A segunda é uma disputa interna no próprio clã, com incertezas sobre quem seria o herdeiro natural, seja a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou os filhos Flávio e Eduardo, cujos futuros políticos também enfrentam obstáculos.

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