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Bergamo: Eduardo Bolsonaro quer dirigir direita e preocupa bolsonaristas

Postura revela um projeto pessoal do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estaria disposto a disputar a eleição com ou sem o apoio do pai

Por Redação
REDAÇÃO

24/09/2025 • 09:35 • Atualizado em 24/09/2025 • 09:35

Mônica Bergamo
Eduardo Bolsonaro (PL - SP)

Eduardo Bolsonaro (PL - SP)

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro tem manifestado a intenção de concorrer à presidência da República em 2026, independentemente das circunstâncias.

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Segundo a jornalista Mônica Bergamo, essa postura revela um projeto pessoal do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estaria disposto a disputar a eleição com ou sem o apoio do pai, e até mesmo contra outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas.

Bergamo aponta que o deputado planeja deixar o PL, levando consigo cerca de trinta deputados, para se lançar por uma legenda menor.

De acordo com a colunista, a viabilidade dessa candidatura é incerta, pois Eduardo Bolsonaro está sendo denunciado pela Procuradoria-Geral da República por tentativa de coação a ministros do Supremo Tribunal Federal.

“A candidatura não deve vingar, porque o Eduardo está denunciado pela PGR por tentativa de coação aos magistrados do STF, a probabilidade dele ser condenado é muito grande. Mas isso vai durar muito tempo e ele vai manter o nome na disputa. Com isso, qual é o efeito? Ele não entrega de bandeja os votos do pai, o bolsonarismo, para qualquer outro político. Essa é a ideia”, disse Bergamo.

Bergamo salienta que a probabilidade de condenação é alta, o que o tornaria inelegível. No entanto, o jornalista ressalta que o processo judicial levará tempo, permitindo que ele mantenha seu nome na disputa e, assim, evite entregar os votos do espólio bolsonarista a outros políticos.

Essa movimentação de Eduardo Bolsonaro tem gerado desconforto entre líderes do Centrão, que almejavam apoiar a candidatura de Tarcísio de Freitas.

A intenção do deputado pode fragmentar a direita e, consequentemente, facilitar a reeleição do atual presidente em 2026, ao impedir a união do campo conservador em torno de um único candidato.

Bergamo comenta que, na visão desses líderes, o plano de Eduardo Bolsonaro seria, na verdade, um projeto de longo prazo. De acordo com essa interpretação, se a direita for derrotada em 2026, ele poderia ressurgir como um candidato forte em 2030, assumindo a liderança do campo bolsonarista no lugar de seu pai.

A colunista destaca que Eduardo Bolsonaro parece determinado a consolidar sua posição como figura central da direita.

Eduardo Bolsonaro enfrenta desafios legais, incluindo a possibilidade de cassação de seu mandato. Segundo Andreazza, o presidente da Câmara, Hugo Motta, recusou sua indicação para líder da minoria, o que o impede de justificar faltas e evita a cassação por esse motivo.

Além disso, o Conselho de Ética abriu um procedimento contra ele. Mesmo diante desses obstáculos, o deputado não pretende se afastar da cena política, indicando que o cenário político brasileiro continua repleto de incertezas e reviravoltas.

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