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Bergamo: Para ministros, é melhor ter início do tarifaço do que silêncio da Casa Branca

Membros do governo Lula avaliam que suspense dos Estados Unidos possa ser prejudicial e fazer com que a economia brasileira 'sangre' além do esperado

Por Redação
REDAÇÃO

29/07/2025 • 08:55 • Atualizado em 29/07/2025 • 08:55

Mônica Bergamo

A colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, repercutiu as impressões dos ministros do governo Lula sobre a iminente implementação da sobretaxa norte-americana de 50% a produtos exportados do Brasil. A medida está programada para entrar em vigor em 1º de agosto. Os membros do governo desejam que a tarifa seja aplicada logo, ao invés do silêncio que impera na Casa Branca de Donald Trump.

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"É melhor um final horroroso do que um horror sem fim", afirmou um empresário a Bergamo, destacando o impacto negativo da espera pela decisão. Esta situação de suspense tem causado instabilidade e insegurança em diversos setores da economia, além de paralisar decisões importantes como investimentos e estratégias comerciais.

Caso as tarifas sejam efetivamente implementadas, o governo federal e os governadores planejam iniciar imediatamente a aplicação de medidas de suporte a setores específicos. Essas medidas incluem abertura de crédito, financiamento e ajuda no redirecionamento para venda de mercadorias e abertura de novos mercados.

A variação cambial tem sido intensa, com o dólar oscilando frequentemente. Se o tarifaço for confirmado, espera-se uma valorização ainda maior da moeda americana. Além disso, o impacto nas taxas de inflação será inevitável, com expectativas de um aumento significativo nos índices já nos próximos meses.

Setores prejudicados

Uma das áreas mais afetadas seria a exportação de mangas, especialmente a variedade Manga Tommy, muito apreciada nos Estados Unidos. Segundo Guilherme Coelho, presidente da Abrasfrutas, a colheita de manga no Vale do São Francisco começa em agosto.

Com a tarifa de 50%, cerca de 12 milhões de caixas de manga, ou 2.500 contêineres, previstos para serem enviados aos Estados Unidos entre agosto e outubro, podem não encontrar mercado no exterior, forçando os produtores a buscar alternativas de escoamento no mercado interno, onde a demanda pode não ser suficiente.

O governo brasileiro acredita que, após a implementação das tarifas, será mais fácil calcular o tamanho do impacto nas finanças e na economia, permitindo uma resposta mais eficaz na abertura de exceções e no suporte a setores críticos. A situação, no entanto, permanece incerta, e o setor produtivo aguarda um sinal definitivo da administração Trump sobre a implementação ou não do tarifácio.

*Texto gerado por inteligência artificial e revisado pela redação de Band.com.br.

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