
General Walter Braga Netto
Marcos Corrêa/PR
O ex-ministro e vice na chapa derrotada no segundo turno das eleições presidenciais de 2022, o general Walter Braga Netto, ficará detido na 1ª Divisão do Exército após ser preso em uma operação da Polícia Federal neste sábado (4). Esse comando operacional, subordinada ao Comando Militar do Leste, fica na Vila Militar, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e foi escolhido pela patente de general do Exército de Netto. Ele também tem direito a uma cela especial, seguindo uma prerrogativa dos militares.
Braga Netto é acusado de tentar atrapalhar as investigações sobre a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula e é apontado pelos agentes da PF como um dos financiadores do plano para assassinar o presidente, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.O ex-ministro foi detido neste sábado em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A operação foi realizada neste sábado após o ex-ministro retornar de uma viagem a Alagoas.Em novembro, o general se manifestou na rede social X quando a Polícia Federal revelou que havia um plano em 2022 para um golpe de Estado que impedisse a posse do presidente Lula e também uma trama para assassinar Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
"Nunca se tratou de golpe, e muito menos de plano de assassinar alguém. Agora parte da imprensa surge com essa tese fantasiosa e absurda de 'golpe dentro do golpe'. Haja criatividade…", escreveu Braga Netto na ocasião.
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