
SUS
Paulo Pinto/Agência Brasil
O governo federal anunciou a implementação do Plano Adapta SUS, pacote que prevê quase R$ 10 bilhões em ações de adaptação do Sistema Único de Saúde diante dos impactos da crise climática. A iniciativa foi lançada neste domingo (30) e apresentada durante a COP30, no mês passado em Belém. O projeto foi detalhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que classificou as mudanças do clima como um problema de saúde pública.
Segundo ele, no mundo, uma em cada 12 unidades hospitalares chega a paralisar atividades por causa de eventos extremos.
O programa reúne estratégias para preparar a rede pública para situações cada vez mais frequentes, como enchentes, deslizamentos, ciclones e longos períodos de seca. Entre as medidas previstas estão a construção de novas Unidades Básicas de Saúde capazes de manter o funcionamento mesmo durante tragédias, além da compra de equipamentos considerados resilientes a condições climáticas severas.
Estruturas mais resistentes
Durante a Conferência da ONU em Belém, o governo destacou que, a partir de agora, toda construção de hospitais e UBSs seguirá padrões de resiliência climática. O modelo prevê edificações preparadas para suportar chuvas intensas, ventos fortes, enchentes e outras intempéries que historicamente provocam a interrupção do atendimento em regiões vulneráveis.
Como exemplo, o Ministério da Saúde citou o caso de Rio Bonito, no Paraná, onde a passagem de um ciclone destruiu cinco das seis unidades de saúde do município.
O anúncio foi feito em novembro pelo ministro Alexandre Padilha ao lado da CEO da COP, Ana Toni, em um dia de debates dedicados aos direitos humanos, com foco em educação e saúde. O Plano Belém de Ação em Saúde Pública, que integra o esforço global, já reúne 80 países e instituições. Lançado oficialmente na COP30, recebeu um aporte inicial de US$ 300 milhões em doações filantrópicas.



