
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Resumo
Governo brasileiro apoia novo cessar-fogo entre Israel e Hamas, com a intermediação de Estados Unidos, Catar, Egito e Turquia, visando encerrar o conflito de dois anos na Faixa de Gaza.
Cessar-fogo inclui interrupção de ataques israelenses, que causaram mais de 67 mil mortes, libertação de reféns e prisioneiros, além da entrada de ajuda humanitária e retirada de tropas israelenses.
Brasil enfatiza a importância de uma solução de dois Estados para a paz duradoura no Oriente Médio, com um Estado palestino independente, coexistindo pacificamente com Israel, conforme fronteiras de 1967.
O governo brasileiro manifestou apoio ao acordo anunciado entre Israel e o Hamas para um novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, que marca o início da primeira fase de um plano voltado a encerrar o conflito que já dura dois anos. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (9), o Itamaraty destacou a importância do entendimento e saudou a atuação dos Estados Unidos, além de reconhecer a contribuição de Catar, Egito e Turquia nas negociações.
Segundo o texto, a implementação do acordo deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, responsáveis por mais de 67 mil mortes, entre elas um grande número de mulheres e crianças. O governo brasileiro também ressaltou o deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e a destruição generalizada da infraestrutura civil no território palestino.
Libertação de reféns e reconstrução de Gaza
O comunicado menciona que o cessar-fogo prevê a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca da libertação de prisioneiros palestinos, além da entrada desimpedida de ajuda humanitária e da retirada das tropas israelenses até uma linha acordada entre as partes. O texto também ressalta que o plano deve criar condições para a reconstrução de Gaza, com o apoio da comunidade internacional.
O governo brasileiro enfatizou a dimensão humanitária do acordo e pediu que o cessar-fogo traga alívio real à população civil, defendendo acesso pleno e seguro à assistência humanitária e às equipes das Nações Unidas que atuam no território.
Apoio à solução de dois Estados
O Itamaraty também fez um apelo para que as partes envolvidas cumpram integralmente o acordo e avancem em negociações que garantam a retirada completa das forças israelenses e a reconstrução de Gaza, sob coordenação e supervisão palestina.
Por fim, o governo brasileiro reafirmou sua convicção de que a paz duradoura no Oriente Médio só será possível por meio da solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente e viável, convivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como capital.
Comunicado na íntegra
Confira o texto integral do comunicado:
O governo brasileiro saúda o anúncio de acordo entre Israel e o Hamas para novo cessar-fogo na Faixa de Gaza, no Estado da Palestina, por meio da implementação da primeira fase de plano para pôr fim ao conflito, transcorridos dois anos de seu início. Reconhece, nesse contexto, o importante papel desempenhado pelos Estados Unidos e valoriza a atuação dos demais países mediadores: Catar, Egito e Turquia.
O acordo, caso venha a ser efetivamente implementado, deverá interromper os ataques israelenses contra Gaza, os quais provocaram mais de 67 mil mortes - com grande número de mulheres e crianças entre as vítimas -, o deslocamento forçado de quase dois milhões de moradores e devastação sem precedentes, com a destruição de grande parte da infraestrutura civil do território. Deverá, ademais, garantir a libertação de todos os reféns remanescentes, em troca de prisioneiros palestinos, a entrada desimpedida de ajuda humanitária, e a retirada das tropas israelenses até linha acordada entre as partes, além de criar as condições para a imediata reconstrução de Gaza, com apoio da comunidade internacional.
O governo brasileiro ressalta a dimensão humanitária do acordo e enfatiza que o cessar-fogo deverá resultar em alívio efetivo para a população civil. Reitera a necessidade de assegurar acesso pleno, imediato, seguro e desimpedido da assistência humanitária e das equipes das Nações Unidas que atuam no terreno.
O Brasil exorta as partes a cumprirem todos os termos do acordo e a engajarem-se de boa-fé em negociações para assegurar a efetivação da retirada completa das forças israelenses de Gaza, o início do urgente processo de reconstrução da Faixa, sob coordenação e supervisão palestina, e a restauração da unidade político-geográfica da Palestina sob seu legítimo governo, em consonância com o direito inalienável de autodeterminação do povo palestino.
O Brasil reafirma a convicção de que uma paz justa, estável e duradoura no Oriente Médio passa pela implementação da solução de dois Estados, com um Estado da Palestina independente e viável, vivendo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, tendo Jerusalém Oriental como sua capital.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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