Braskem e Alagoas firmam acordo bilionário por danos ambientais
Vítimas da tragédia criticam a falta de participação popular

O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) criticou o acordo estabelecido entre a empresa e o governo de Alagoas, que prevê uma indenização de R$ 1,2 bilhão. O valor, anunciado nesta quarta-feira (12), foi estabelecido para compensar os danos ambientais e o afundamento do solo na capital do estado, Maceió.
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A empresa declarou que o pagamento será realizado ao longo de 10 anos. Até o momento, R$ 139 milhões já foram desembolsados. O trato prevê compensação, indenização e ressarcimento ao Estado para reparar integralmente todo o dano patrimonial que foi causado.
A MUVB alegou que o acordo realizado entre a Braskem e o governo do estado não teve participação das vítimas, que incluem ex-moradores, donos de imóveis e comerciantes. O movimento declarou que a decisão das duas partes transformou um desastre humano e ambiental em transação financeira e política.
O caso aconteceu em 2018, devido à exploração da Braskem pelo mineral sal-gema, usado na produção de soda cáustica e bicarbonato de sódio.
