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Câmara de SP aprova em 1º turno proposta de reajuste do IPTU

Projeto da Planta Genérica de Valores (PGV) segue para audiências públicas após aprovação de emenda que limita índice para imóveis comerciais

Da Redação
DA REDAÇÃO

08/10/2025 • 22:12 • Atualizado em 08/10/2025 • 22:12

Câmara Municipal de SP

Câmara Municipal de SP

Gute Garbelotto/CMSP

Resumo

Aprovação do Projeto de Lei 1130/2025 pela Câmara Municipal de São Paulo, que altera a base de cálculo do IPTU a partir de 2026, foi aprovada em primeira votação. A emenda da base governista reduziu a trava de reajuste para imóveis comerciais de 15% para 12%.

Mecanismos e medidas adicionais no projeto incluem combate a defasagens cadastrais e correção de distorções territoriais, visando maior equidade fiscal. A revisão permite previsibilidade e estabilidade para o planejamento fiscal municipal.

Desafios e críticas emergem com a necessidade de audiências públicas e possíveis ajustes nas regras, devido a preocupações com aumentos no IPTU que podem penalizar moradores e comerciantes, especialmente em áreas de valorização imobiliária intensa.

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação nesta quarta-feira (8), o Projeto de Lei 1130/2025, que revisa a Planta Genérica de Valores (PGV) da cidade e altera a base de cálculo do IPTU a partir de 2026. O placar foi de 28 votos a favor e 19 contra, sem abstenções.

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No texto aprovado, uma emenda coletiva da base governista foi incorporada, reduzindo a “trava de reajuste” para imóveis comerciais de 15% para 12%. Segundo a proposta original do Executivo, imóveis residenciais poderiam ter readequações de até 10%, enquanto imóveis comerciais seriam ajustados até 15%, mas esse teto foi alterado para 12% pela emenda.

O projeto também inclui medidas para combater defasagens cadastrais, corrigir distorções territoriais e promover maior equidade entre contribuintes. A Prefeitura defende que a revisão da planta metodológica permitirá “previsibilidade e estabilidade” para o planejamento fiscal municipal.

O que muda e desafios pela frente

A aprovação em 1º turno marca apenas uma etapa do processo legislativo. O texto ainda deverá ser submetido a audiências públicas antes da votação definitiva no segundo turno.

A “trava de reajuste” é um mecanismo que limita o quanto o valor do imóvel pode subir de um ano para outro. Ao reduzir o teto para imóveis comerciais, os vereadores tentaram suavizar o impacto para esse segmento e evitar conflitos com lojistas e empresas.

Entretanto, críticas e resistências já começam a emergir. Setores da sociedade defenderão que aumentos elevados no IPTU penalizam moradores e comerciantes, especialmente em regiões com valorização imobiliária mais marcante. A necessidade de audiências públicas pode abrir margem para oposição mais organizada ou propostas de ajustes nas regras de transição, isenções ou compensações.

Contexto político e repercussões

Este projeto ocorre em um momento de forte demanda por ajustes fiscais e revisões tributárias nas grandes cidades brasileiras. Em São Paulo, disputas políticas locais também influenciam como vereadores avaliam impactos eleitorais de aumentos de carga tributária.

A aprovação do primeiro turno demonstra que a base governista na Câmara Municipal conseguiu imposição de consenso mínimo para avançar a proposta. A emenda que moderou o teto para imóveis comerciais pode ter sido uma estratégia para ampliar apoio e mitigar resistências dentro da própria base.

Além disso, a gestão municipal terá que demonstrar a legitimidade técnica do novo cálculo (valores de mercado, áreas, coeficientes) para convencer a população de que o reajuste não é apenas um aumento arbitrário. A transparência metodológica prevista no projeto será fator decisivo para conter críticas e litígios futuros.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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