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Casal denuncia abandono e constrangimento em voo da Latam; mulher alega ter sofrido capacitismo

Luciana Trindade, que tem distrofia muscular, e o marido dizem que ficaram quase duas horas presos em aeronave no aeroporto de Guarulhos

Da redação*
DA REDAÇÃO*

29/08/2025 • 13:31 • Atualizado em 29/08/2025 • 13:31

Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo

Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo

Rovena Rosa/Agência Brasil

Resumo

Latam não deixa passageiros desembarcarem: Luciana Trindade, passageira com deficiência, alega ter sido deixada quase duas horas em aeronave após pouso em Guarulhos, aguardando sua cadeira de rodas.

Contexto da situação: Luciana, que tem distrofia muscular e necessita de ventilador mecânico, enfrentou problemas já antes da decolagem e foi retida no avião vazio com seu marido até a intervenção da PF.

Resposta da Latam: A companhia afirmou que chamou a PF para auxiliar no desembarque, justificando que segue padrões de segurança rigorosos, mas não esclareceu os motivos da demora no atendimento ao casal.

Um casal acusa a companhia aérea Latam de abandono e maus-tratos após um voo de Brasília para São Paulo. A passageira Luciana Trindade, estudante de direito e pós-graduada em direitos da pessoa com deficiência, relatou que ficou quase duas horas dentro da aeronave no aeroporto de Guarulhos, esperando por sua cadeira de rodas.

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Luciana tem distrofia muscular e utiliza ventilador mecânico, equipamento que está na lista de dispositivos médicos permitidos pela própria companhia.

Segundo ela e o marido, André Anselmo, os problemas começaram antes da decolagem, mas a situação se agravou após o pouso, quando todos os passageiros já haviam desembarcado e o casal permaneceu sozinho dentro do avião.

“Foi desumano”, diz passageira, que alega ter sido vítima de capacitismo

Luciana contou que permaneceu das 16h50 até quase 19h20 dentro da aeronave, sem qualquer explicação da empresa.

“A aeronave ficou vazia. Primeiro entrou a equipe de limpeza, depois o pessoal operacional, e nós estávamos ali como se não fôssemos nada. Eu não sabia onde estava a minha cadeira nem o que estava acontecendo”, relatou à BandNews FM.

Ela afirmou ter vivido uma situação de violência e capacitismo: “Foi desumano o que eles fizeram. Eu estava em total vulnerabilidade, sendo mantida dentro da aeronave contra a minha vontade.”

O casal diz que só conseguiu desembarcar quando policiais federais foram chamados pela Latam.

Segundo os relatos dos dois, a companhia chegou a alegar risco à aeronave, motivo pelo qual acionou a Polícia Federal. No entanto, após ouvir os passageiros e funcionários, o delegado concluiu que não havia elementos para abrir investigação.

Latam alega comportamento indisciplinado

A reportagem da BandNews FM questionou a Latam sobre a demora de quase duas horas e o motivo de acionar a Polícia Federal, já que o ventilador mecânico usado por Luciana é listado como permitido. Em nota enviada à reportagem, a companhia aérea que o marido de Luciano adotou um comportamento indisciplinado e, por isso, foi solicitada a presença da PF.

"A LATAM Airlines Brasil informa que precisou solicitar apoio da Polícia Federal no voo LA3528 (Brasília-São Paulo/Guarulhos), realizado na quarta-feira (27/08), em função do comportamento indisciplinado do acompanhante da passageira. Nesse sentido, ambos foram informados sobre o acionamento da autoridade e de que o desembarque ocorreria após a chegada das autoridades – razão exclusiva do tempo de espera a bordo."

A nota esclarece ainda que os “passageiros aguardaram a chegada da autoridade policial junto da tripulação do voo – que também permaneceu a bordo – e que em nenhum momento houve falta de fornecimento de água aos passageiros ou extravio/retenção da cadeira de rodas.”

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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