Resumo
Operação policial identificou um "drive-thru" de drogas em condomínio de alto padrão na Vila Olímpia, resultando na prisão de Jean Eduardo Isaías e Letícia Gabriela Laureano, acusados de tráfico e associação criminosa.
Investigação revelou funcionamento do esquema durante o dia, com fila de clientes na calçada, venda de cocaína e maconha diretamente pelo portão, estrutura com guarda-sol e presença de profissionais locais entre os consumidores.
Ministério Público e Justiça analisarão inquérito policial, com expectativa de depoimentos e perícia em celulares para identificar fornecedores e ampliar o mapeamento da rede de envolvidos.
A justiça paulista deve decidir nos próximos dias o destino de Jean Eduardo Isaías e Letícia Gabriela Laureano, presos sob a acusação de operarem um "drive-thru" de drogas em um condomínio de alto padrão na Vila Olímpia, zona Sul de São Paulo.
Após o flagrante realizado na última terça-feira (16), a Polícia Civil começou uma análise de celulares, cadernos de anotações e depoimentos com o objetivo de identificar outros envolvidos e mapear a rede de clientes.
O funcionamento do "drive-thru" na hora do almoço
Diferentemente dos pontos de venda tradicionais que operam na clandestinidade da noite, o esquema descoberto na rua Coliseu funcionava em plena luz do dia, com maior movimentação registrada a partir do meio-dia. Conforme apontam as investigações conduzidas ao longo de dois meses, os usuários faziam fila na calçada do condomínio para receber as porções de cocaína e maconha diretamente pelo portão de ferro.
A atividade ilícita contava com uma estrutura inusitada, incluindo um guarda-sol na calçada para dar cobertura e conforto aos clientes. De acordo com a Polícia Civil, entre os consumidores habituais estavam trabalhadores locais, inclusive profissionais do mercado financeiro que atuam na região.
Próximos passos da investigação
O casal detido foi encaminhado ao 15º Distrito Policial da capital e responderá pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
O homem foi preso em flagrante, enquanto a mulher, funcionária do próprio condomínio, foi autuada por suspeita de facilitar o esquema e integrar a associação criminosa.
Nos próximos passos da ação penal, o Ministério Público e a Justiça analisarão o inquérito policial montado pelo delegado. A expectativa é que o depoimento de testemunhas e a perícia nos aparelhos telefônicos revelem os fornecedores que abasteciam o apartamento utilizado como estoque no local.
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