
Caso Epstein: registros de denúncias de agressão sexual contra Trump
Reprodução: Reuters
Resumo
Novos documentos sobre o caso Jeffrey Epstein levantam suspeitas de envolvimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após reportagens do The New York Times apontarem ausência de arquivos essenciais.
Depoimentos entregues ao FBI incluem relatos de uma mulher que acusa Trump de agressão sexual durante sua adolescência nos anos 1980, enquanto advogados de Ghislaine Maxwell identificam cerca de 100 registros de testemunhas ausentes nos arquivos oficiais.
Questionamentos de parlamentares democratas e denúncias de ocultação de provas intensificam a pressão sobre o Departamento de Justiça, mas o silêncio das autoridades e a falta de avanços judiciais sugerem que o caso pode permanecer sem esclarecimento.
O caso envolvendo o predador sexual Jeffrey Epstein continua reverberando nos Estados Unidos, e de acordo com o jornal americano The New York Times, novos documentos estão levantando questões sobre o envolvimento do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O FBI recebeu diversos depoimentos de testemunhas do caso de Epstein, alegando que o conjunto de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça americano esteja com falta de documentos sobre o caso. Três depoimentos foram relacionados a uma mulher que acusou Trump de ter cometido agressão sexual contra ela na década de 1980, enquanto ainda era menor de idade.
Os advogados de Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Jeffrey Epstein, entregaram um documentos de evidências que inclui números de série para aproximadamente 325 registros de testemunhas. Porém, quase 100 desses documentos não constavam no site do Departamento de Justiça.
Nos arquivos não encontrados estão depoimentos de uma mulher que relatou para os agentes que o magnata e o republicano cometeram diversos abusos desde que a vítima tinha 13 anos de idade.
Um parlamentar do partido democrata questionou nesta última terça-feira (24) a divulgação dos arquivos do Departamento de Justiça. O deputado Robert Garcia afirmou que “uma sobrevivente fez sérias alegações contra o presidente”.
Apesar de novas revelações, Barão destaca que, para muitos, a investigação do caso Epstein dificilmente avançará no judiciário americano. Mesmo com os documentos comprometendo autoridades e executivos, o silêncio das autoridades, incluindo a procuradora-geral, sugere que o caso pode nunca ser completamente esclarecido.
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