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Celso Sabino reforça que não deixará o governo e chama pressão da União Brasil de “covardia”

Ministro do Turismo teve atividades suspensas no partido e afirmou que deixar o cargo agora seria ceder a um gesto simbólico de ruptura política

Por Redação
REDAÇÃO

10/10/2025 • 21:15 • Atualizado em 10/10/2025 • 21:15

Celso Sabino

Celso Sabino

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Resumo

Declaração do Ministro: Celso Sabino, ministro do Turismo, afirmou que não deixará o governo apesar das pressões da União Brasil, partido que o suspendeu de atividades partidárias, mas ele pretende permanecer apoiando a gestão de Lula.

Pressão Partidária: União Brasil, buscando revisar sua participação governamental, cogitou retirar o apoio a dois ministros, incluindo Sabino do Turismo e André Fufuca dos Esportes, indicando uma estratégia simbólica de distanciamento do governo Lula.

Resposta do Governo: Apesar das tensões internas no União Brasil e a pressão sobre Sabino, o Palácio do Planalto sinalizou que ele não será substituído, considerando a situação como parte de uma dinâmica partidária interna e mantendo o diálogo institucional.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou nesta sexta-feira (10) que não pretende deixar o governo e classificou como “covardia” a pressão feita pela União Brasil para que ele entregue o cargo. As declarações foram durante evento do grupo Esfera Brasil. O ministro teve as atividades partidárias suspensas pela legenda, mas disse que permanecerá na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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“Sair agora por pressão seria uma covardia”, declarou Sabino, ao comentar a movimentação interna do partido.

A União Brasil, que detém três ministérios, vem discutindo uma revisão de sua participação na Esplanada e cogitou retirar o apoio a dois ministros: Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esportes), este último filiado ao Progressistas (PP).

Pressão partidária e cálculo político

A decisão de mirar os dois ministros é vista como uma estratégia simbólica de afastamento do governo Lula, já que, na prática, nem o União Brasil nem o PP abriram mão dos demais cargos que ocupam na administração federal.

Sabino, que é deputado licenciado pelo Pará, foi indicado ao Ministério do Turismo em agosto de 2023 com apoio direto da bancada da União Brasil na Câmara. Desde então, tem sido elogiado pela execução de programas de incentivo ao turismo interno e pela interlocução com o setor privado.

União Brasil dividida

Internamente, o partido vive um impasse entre os que defendem independência em relação ao Palácio do Planalto e os que preferem manter o espaço no governo. A suspensão das atividades de Sabino foi interpretada como um gesto político do grupo mais alinhado à oposição, liderado por ACM Neto e Antonio Rueda.

Mesmo com o afastamento, o ministro reforçou que seguirá cumprindo as metas do ministério e defendendo o diálogo institucional. O Planalto, por sua vez, já sinalizou que não pretende substituí-lo e considera a crise “circunscrita à dinâmica partidária”.

Contexto

A disputa ocorre em meio às movimentações de bastidores que envolvem também o PP, do ministro André Fufuca, e reflete o esforço dos partidos de centro-direita em recalibrar sua posição política antes das eleições municipais de 2026.

Por ora, tanto a União Brasil quanto o PP mantêm seus quadros e cargos federais, o que reforça a leitura de que a pressão sobre Sabino e Fufuca é mais simbólica do que efetiva.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.