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Trabalhadores do Rio têm os maiores tempos de deslocamento do país, aponta Censo do IBGE

Um em cada cinco trabalhadores da Baixada Fluminense leva mais de duas horas para chegar ao emprego; estudo também revela queda na renda média em 9% dos municípios

Por Redação
REDAÇÃO

09/10/2025 • 16:51 • Atualizado em 09/10/2025 • 16:51

Censo do IBGE mostra que Rio lidera em deslocamentos longos ao trabalho

Censo do IBGE mostra que Rio lidera em deslocamentos longos ao trabalho

Reprodução/Prefeitura do RJ

Resumo

Censo 2022 do IBGE revela que o Rio de Janeiro tem o maior número de trabalhadores com deslocamentos superiores a duas horas até o trabalho, destacando problemas de mobilidade urbana e acesso ao transporte público.

As 20 cidades com maiores tempos de deslocamento incluem 11 municípios do Rio, principalmente na Baixada Fluminense, e sete em São Paulo, refletindo uma infraestrutura urbana deficiente e planejamento urbano inadequado.

Além da mobilidade, o censo mostrou que em 9,3% dos municípios brasileiros, a renda média é inferior ao salário mínimo, evidenciando desigualdades regionais e a dependência do transporte coletivo, crucial para a rotina dos trabalhadores.

O Censo 2022 do IBGE, divulgado nesta quinta-feira (9), mostra que o estado do Rio de Janeiro concentra o maior número de trabalhadores que levam mais de duas horas para chegar ao local de trabalho. O dado revela o impacto direto da falta de mobilidade urbana eficiente e da desigualdade de acesso ao transporte público nas regiões metropolitanas.

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Segundo o levantamento, entre as 20 cidades com maior percentual de deslocamentos longos, 11 estão no Rio de Janeiro, 7 em São Paulo e 2 no Pará. A região com os piores indicadores é a Baixada Fluminense, onde Queimados, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Magé e Duque de Caxias aparecem entre os municípios com maior tempo médio de trajeto.

Mobilidade limitada e longas jornadas de transporte

Os dados apontam que trabalhadores do Rio de Janeiro gastam, em média, mais de quatro horas por dia apenas no deslocamento de casa para o trabalho e de volta. Essa realidade afeta diretamente a qualidade de vida de quem vive nas áreas periféricas.

O cenário é reflexo de infraestrutura urbana deficiente, falta de integração entre modais de transporte e planejamento urbano concentrado nos grandes centros, o que amplia o tempo gasto pelos moradores das regiões metropolitanas.

Situação se repete em outras capitais

Embora o Rio lidere o ranking, São Paulo também aparece com sete cidades entre as que registram maiores tempos de deslocamento. A situação é semelhante na capital paulista, onde o crescimento dos corredores de ônibus enfrentou resistência de motoristas no início da implantação.

Em Brasília, o problema se repete. Um projeto recente para criar faixas exclusivas de ônibus entre São Sebastião e o Lago Sul foi revogado após uma semana, depois de protestos de motoristas de carros particulares — o que ilustra, segundo os jornalistas da BandNews FM, o choque entre o transporte coletivo e o individual nas políticas públicas de mobilidade.

Renda abaixo do salário mínimo em 9% dos municípios

O Censo também revelou outro dado alarmante: em 9,3% dos municípios brasileiros, o rendimento médio dos trabalhadores é inferior a um salário mínimo. Isso corresponde a 520 cidades das 5.571 do país.

Além disso, 92,7% dos estudantes brasileiros frequentam instituições de ensino no próprio município, enquanto 7,2% precisam se deslocar para outras cidades e 0,1% estudam no exterior.

Os números reforçam as desigualdades regionais e a dependência do transporte coletivo como fator central na rotina da população trabalhadora, especialmente nas grandes áreas urbanas.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.