
ICE
REUTERS/Kevin Mohatt
O chefe dos agentes de imigração (ICE) em Minneapolis, Gregory Bovino, foi afastado do cargo em uma decisão determinada pela Casa Branca. A mudança, considerada um recuo do governo, ocorre em meio a uma onda de protestos na cidade de Minnesota após a morte de dois cidadãos americanos durante operações do ICE, incluindo um enfermeiro morto a tiros no último fim de semana.
O presidente dos EUA, Donald Trump, teria expressado descontentamento com a conduta dos agentes após assistir a um vídeo da ação que resultou na morte do enfermeiro.
A figura de Gregory Bovino se tornou o centro das controvérsias, não apenas por suas declarações, nas quais afirmava que "as vítimas eram os agentes e não os que morreram nas operações", mas também por sua imagem. Ele costumava aparecer em público com um casaco que, segundo relatos, lembrava uniformes usados pela SS nazista.
A reação do Governo
A repercussão dos casos levou a uma ação direta da presidência. O presidente Donald Trump conversou por telefone com o governador de Minnesota, Tim Walz. Apesar de serem opositores políticos, a conversa teve como objetivo buscar uma forma de acalmar os ânimos na região.
Como resultado imediato, além do afastamento de Bovino, o agente responsável pelos disparos contra o enfermeiro também foi retirado das operações de rua. A partir de agora, não se sabe quem assumirá o comando do ICE na região ou se Bovino irá se aposentar em definitivo.


