Com a aproximação das chuvas de verão, cresce novamente a preocupação com a queda de árvores na cidade de São Paulo. Em apenas um temporal, em março deste ano, mais de 300 árvores caíram na capital, segundo a própria prefeitura.Uma das soluções para o problema é a poda preventiva de árvores, justamente antes do período mais crítico, para diminuir o risco de incidentes diante de rajadas de vento e temporais. De acordo com a prefeitura, a administração tem feito a "lição de casa".“Fazendo mutirões, a gente reúne equipes, são 10 equipes da Secretaria, além das equipes distribuídas nas 32 subprefeituras. Hoje, nós temos 122 equipes de poda em toda a cidade e temos concentrado os mutirões nos bairros que, historicamente, têm mais pedidos do 156 e históricos de problemas com árvores”, destaca o secretário Municipal das Subprefeituras, Fabrício Cobra.Até o início de setembro, segundo a gestão municipal, foram realizadas quase 106 mil podas de árvores. Além disso, nove mil remoções também já foram concluídas e o número é semelhante à média do ano passado.Em comparativo, a prefeitura afirma que, ao longo de todo o ano de 2024, 164 mil podas foram realizadas e mais de 13 mil remoções foram registradas.Em casos onde os galhos encostam na rede elétrica, a Enel é acionada para a realizar a remoção e tem até 90 dias para atender ao chamado. O trabalho da empresa é afastar os galhos da rede energizada.As podas da companhia aumentaram cerca de 40% neste ano em relação a 2024: “O nosso grande problema é o vento. Para qualquer distribuidora do Brasil, quando a árvore cai, o estrago é grande porque a gente precisa reconstruir a rede. Isso leva tempo para reconstruir. Por isso que a gente investe bastante na poda para essas situações”, explica diretor de Obras e Operações da Enel, Marcus Floresta.Na semana passada, a Prefeitura de São Paulo lançou um censo arbóreo para mapear as cerca de 650 mil árvores da capital.O Inventário da Arborização Urbana tem investimento de quase 19 milhões de reais e vai utilizar uma tecnologia pioneira no Brasil, com laser e inteligência artificial, para catalogar e avaliar as condições das árvores.O censo vai começar pelo bairro da Vila Mariana, na Zona Sul, e as equipes da empresa contratada devem percorrer os 96 distritos da capital paulista ao longo de três anos.
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