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Clientes da Enel relatam contas com valores abusivos na Grande SP

BandNews Station denuncia falhas na medição de consumo que resultam em faturas baseadas em uma "média" de valor muito superior ao real

Da redação
DA REDAÇÃO

26/09/2025 • 12:28 • Atualizado em 26/09/2025 • 12:28

Clientes da Enel relatam contas com valores abusivos na Grande SP

Clientes da Enel relatam contas com valores abusivos na Grande SP

Divulgação/Enel

Clientes da concessionária de energia Enel na Grande São Paulo relatam um aumento súbito e considerado abusivo no valor da conta de luz da Enel. As queixas, reportadas nesta sexta-feira (26) durante o programa BandNews Station, apontam para uma mesma origem: falhas na medição do consumo, que levam a empresa a faturar os clientes com base em uma média, prática que tem gerado prejuízos e indignação.

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Moradores de diferentes regiões, como Jardim Ângela, na zona sul, Taboão da Serra e São Mateus, na zona leste, enfrentam o mesmo problema. É o caso do ouvinte Jorge Siqueira Costa, do Jardim Ângela, que procurou a Enel há mais de 20 dias para solicitar a verificação do relógio medidor. Segundo ele, a cada virada de mês, a fatura chega com um preço fora do padrão de consumo da família.

“A atendente me disse que ia fazer a verificação e que em cinco dias eles me dariam retorno”, contou Jorge. Ele foi orientado a não pagar a conta até receber uma resposta por e-mail, o que ainda não aconteceu. Sem a fatura corrigida e sem qualquer posicionamento da empresa, ele agora teme ter o fornecimento de energia cortado.

Procurada pelo programa, a Enel ainda não se manifestou sobre as falhas apontadas pelos clientes. A concessionária informou apenas que os casos precisam ser analisados individualmente pela ouvidoria da empresa.

Cobrança pela média gera prejuízos

A dificuldade enfrentada por Jorge é semelhante à de outro ouvinte, morador do Jardim Henriqueta, em Taboão da Serra, que preferiu não se identificar. Ele relatou que, após os funcionários da Enel não conseguirem realizar a leitura do relógio, a cobrança foi efetuada pela média do consumo. O resultado foi uma conta de R$ 312, valor muito superior à sua média habitual, que varia de R$ 120 a R$ 150.

“Ligamos no saque, pedimos para falar com a ouvidoria, e nos passam um telefone que, quando você liga, cai no saque de novo. Pagamos uma conta de R$ 312, o equivalente a três meses, sem ter esse gasto”, desabafou o consumidor, que afirma não possuir equipamentos como portão elétrico que justifiquem tal consumo.

Durante o BandNews Station, a apresentadora Roberta Russo informou que, após a divulgação dos primeiros casos, dezenas de outras mensagens chegaram à rádio. “Somos de São Mateus, na zona leste. É um absurdo isso, é roubar na cara dura”, escreveu um ouvinte. Cláudia Macedo relatou um problema ainda maior: “Nossa conta veio mais de R$ 600, abrimos o chamado faz 30 dias”.

Para Eduardo Barão, a sistemática da cobrança pela média é questionável. “A história da média é muito louca, porque a média é sempre para cima. É um negócio incrível. O contribuinte tem ali, o proprietário do imóvel: ‘A média é tanto’. E a conta errada é sempre a do contribuinte”, avaliou o apresentador do programa.

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