
Clientes da Enel relatam contas com valores abusivos na Grande SP
Divulgação/Enel
Clientes da concessionária de energia Enel na Grande São Paulo relatam um aumento súbito e considerado abusivo no valor da conta de luz da Enel. As queixas, reportadas nesta sexta-feira (26) durante o programa BandNews Station, apontam para uma mesma origem: falhas na medição do consumo, que levam a empresa a faturar os clientes com base em uma média, prática que tem gerado prejuízos e indignação.
Moradores de diferentes regiões, como Jardim Ângela, na zona sul, Taboão da Serra e São Mateus, na zona leste, enfrentam o mesmo problema. É o caso do ouvinte Jorge Siqueira Costa, do Jardim Ângela, que procurou a Enel há mais de 20 dias para solicitar a verificação do relógio medidor. Segundo ele, a cada virada de mês, a fatura chega com um preço fora do padrão de consumo da família.
“A atendente me disse que ia fazer a verificação e que em cinco dias eles me dariam retorno”, contou Jorge. Ele foi orientado a não pagar a conta até receber uma resposta por e-mail, o que ainda não aconteceu. Sem a fatura corrigida e sem qualquer posicionamento da empresa, ele agora teme ter o fornecimento de energia cortado.
Procurada pelo programa, a Enel ainda não se manifestou sobre as falhas apontadas pelos clientes. A concessionária informou apenas que os casos precisam ser analisados individualmente pela ouvidoria da empresa.
Cobrança pela média gera prejuízos
A dificuldade enfrentada por Jorge é semelhante à de outro ouvinte, morador do Jardim Henriqueta, em Taboão da Serra, que preferiu não se identificar. Ele relatou que, após os funcionários da Enel não conseguirem realizar a leitura do relógio, a cobrança foi efetuada pela média do consumo. O resultado foi uma conta de R$ 312, valor muito superior à sua média habitual, que varia de R$ 120 a R$ 150.
“Ligamos no saque, pedimos para falar com a ouvidoria, e nos passam um telefone que, quando você liga, cai no saque de novo. Pagamos uma conta de R$ 312, o equivalente a três meses, sem ter esse gasto”, desabafou o consumidor, que afirma não possuir equipamentos como portão elétrico que justifiquem tal consumo.
Durante o BandNews Station, a apresentadora Roberta Russo informou que, após a divulgação dos primeiros casos, dezenas de outras mensagens chegaram à rádio. “Somos de São Mateus, na zona leste. É um absurdo isso, é roubar na cara dura”, escreveu um ouvinte. Cláudia Macedo relatou um problema ainda maior: “Nossa conta veio mais de R$ 600, abrimos o chamado faz 30 dias”.
Para Eduardo Barão, a sistemática da cobrança pela média é questionável. “A história da média é muito louca, porque a média é sempre para cima. É um negócio incrível. O contribuinte tem ali, o proprietário do imóvel: ‘A média é tanto’. E a conta errada é sempre a do contribuinte”, avaliou o apresentador do programa.
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